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Pedagogia Waldorf e a nutrição adequada

A pedagogia Waldorf tem um olhar antropológico e caráter terapêutico sobre o pensar próprio, integrado e consciente dos direitos e deveres do individuo, promovendo uma geração mais fraterna. Os princípios são trabalhados segundo o conceito evolutivo dos setênios (a cada sete anos), trazendo a saúde em primeiro lugar. Quando as características de cada setênio são desenvolvidas e vivenciadas de forma adequada, o indivíduo elabora habilidades que serão ferramentas para uma vida adulta regular. É um movimento espiralado baseado em acontecimentos anteriores, portanto quanto mais regular o setênio for, melhores serão as chances de enfrentar os próximos desafios com sucesso, e assim sucessivamente. Crianças de primeiro setênio aprendem por imitação de pais, professores e de todos que convivem com ela. É nesse período tão fértil que a moralidade é fundamentada. E qual o papel dos professores dentro da pedagogia Waldorf Importantíssimo! O professor Waldorf “ilumina” seu aluno, seja com seus ensinamentos ou sua postura frente à vida. Ele precisa constantemente elaborar a educação da vontade, para que a criança sinta a coerência e verdade entre aquilo que é trazido como fala e suas vivências. Em relação à alimentação, todo professor deveria rever suas condutas e escolhas alimentares, uma vez que a alimentação pode abrir ou fechar portas, já que o professor é o exemplo em que as crianças se espelham. A criança precisa de ritmo e o professor é quem traz a vivência rítmica para seus alunos. Sabe aquele professor que ensinava de uma forma tão divertida que a aula passava rápido e você nem percebia o quanto tinha aprendido enquanto ria? Com certeza alguém especial vem à mente. Quem sabe trazer o aluno para a concentração máxima e depois descontrair, criando um ambiente agradável, propício para o desenvolvimento e com conteúdos que permeiam a alma, faz toda a diferença no processo de aprendizagem saudável. Essa vivência rítmica tão importante também está presente na pedagogia Waldorf através das atividades intelectuais e manuais, das festas e ciclos pedagógicos e da forma em que a escola é estruturada no seu dia a dia. Cada coisa tem seu tempo de acontecer e de ser revisitado. Tudo é carregado de significado e nada é ao acaso. Pedagogia e alimentação são coisas sérias! “Era em tempos antigos, Em que vivia vigoroso nas almas dos iniciados O pensamento, que doente por natureza Todo ser humano é. E a educação era considerada Igual ao processo de cura, Que a criança junto com o amadurecer Trazia a saúde Para tornar-se um ser humano perfeito na vida.” A relação família/escola e a alimentação Nas diversas escolas Waldorf, criam-se sistemas de compartilhamento de lanches entre os alunos: por exemplo, cada dia é a vez de um aluno trazer o lanche da classe inteira, sendo assim o lanche é feito pelas famílias com orientação da escola, coerente e adequado à realidade da comunidade. Isso reforça a alimentação saudável como aprendizado, a vivência do compartilhamento fraterno, o senso do coletivo e da humanidade como um único organismo. A alimentação praticada na escola pelas crianças merece um olhar atencioso e quando necessário, uma orientação mais específica da nutricionista, uma vez que através da alimentação alguns ajustes podem ser feitos, principalmente quando é percebido questões de comportamento ou dificuldade no processo de aprendizado em sala de aula.  Não foi à toa que Steiner ofereceu a nós como imagem trimembrada, a constituição humana em correspondência com o mundo vegetal com suas qualidades tão necessárias para plasmar o nosso organismo. Essas correspondências são: SNS (sistema neurosensorial) com alimentos que se desenvolvem debaixo da terra: como as raízes; SR (sistema rítmico) com os caules e folhas; SMM (sistema metabólico motor) com o polo floral dos vegetais: como flores, frutos e os cereais. São elementos que precisam estar presentes no dia a dia alimentar das crianças e que facilmente podem ser identificados. Nutrientes são fundamentais nessa fase de vida, favorecendo o processo de crescimento, aprendizado dos conteúdos oferecidos à criança e ao desenvolvimento adequado dos doze sentidos. Cereais integrais, fonte de silícia, importante para o desenvolvimento cerebral, além de sua riqueza energética acompanhada de fibras para o bom funcionamento e manutenção do intestino. Frutas precisam estar presentes no período da manhã, ricas em micronutrientes, são o “bom dia” para os corpinhos em crescimento. A alimentação adequada não é somente o equilíbrio entre os macronutrientes (carboidratos, proteínas, gorduras e fibras alimentares) e micronutrientes (vitaminas e sais minerais), mas também sobretudo, sua origem, como esse alimento é preparado e sua variabilidade ditada ritmicamente pela sazonalidade e regionalidade, sem a presença de substâncias químicas como pesticidas, herbicidas e adubos quimicamente preparados. Excessos de carboidratos como pães de farinhas brancas, açúcares de adição ou produtos alimentícios oferecidos no café da manhã para as crianças, vão na contramão do aprendizado. Somos responsáveis pelo nosso alimento e de nossas crianças, faz parte do processo de desenvolvimento da consciência e da autoeducação. Praticamos primeiro conosco para que a criança cresça aprendendo a se alimentar fazendo boas escolhas, de forma consciente e com responsabilidade social, garantindo que as futuras gerações sejam mais saudáveis. Hoje estamos vivendo um verdadeiro resgate na relação alimento / homem. Para que se consiga ter um sono reparador, ânimo durante o dia, possiblidade real de aprendizado e memorização, é bom rever sua alimentação, ela é a chave para que nosso organismo tenha condições de viabilizar todos esses processos, sejam eles meramente orgânicos ou na mais ampla visão da constituição do ser. Lembre-se, alimento é coisa séria. Leia também: Alimentação infantil: Renata S. Eisenmann fala sobre o impacto na construção do ser

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Agricultura biodinâmica: o que é?

O alimento percorre um longo caminho até chegar ao nosso prato. Você já parou para pensar nisso? Há diversas técnicas de cultivo de frutas, legumes e verduras, como a agricultura biodinâmica, e é importante ficar atento em relação à origem e qualidade do que comemos. O alimento é nossa fonte de energia e substrato que nutre nosso corpo. Nos alimentos encontramos forças plasmadoras que mantém nossa estrutura física, iluminam nossa alma e inundam nosso organismo de vitalidade. Assim podemos elaborar nossa vontade de atuação de forma mais equilibrada: pensamos e falamos com mais clareza, conseguimos verdadeiramente ouvir o outro e acolher as diferenças com compaixão. Hoje trago um pouco sobre a agricultura biodinâmica e como ela pode trazer benefícios e qualidade de vida. Vamos começar entendendo o que significa agricultura biodinâmica Essa técnica de cultivo foi fundamentada por Rudolf Steiner, em uma série de palestras que realizou na época de Pentecostes, em 1924. Ela segue um ciclo dinâmico, orientado pelo  equilíbrio entre a função social e o respeito pela natureza, criando e preservando o ecossistema. Em uma fazenda biodinâmica, podemos ver os animais, terra, água e o ser humano em harmonia. Os agricultores têm um cuidado especial na tratativa do solo, resgatando a conexão do  homem com a natureza e seu ritmo, algo que foi sendo esquecido ao longo do tempo, mas que é fundamental no auxílio para o desenvolvimento da consciência e coerência via alimentação. Afinal fazemos parte do ciclo da natureza, pois voltamos a ser substrato para o solo quando morremos e atualizamos à terra animicamente com nossas vivências e fisicamente com nossos corpos. Portanto, o que consumimos ao longo de toda a vida pode revitalizar ou deteriorar nossa terra. Sem uso de agrodefensivos, agrotóxicos ou fertilizantes artificiais A agricultura biodinâmica é limpa e permite que as plantas se desenvolvam e criem suas próprias defesas, com um ciclo natural. Quando a planta cresce num ambiente favorável ao seu desenvolvimento, incluindo suas próprias defesas, resulta em um alimento mais potente, cheio de força e vitalidade. Ao usar agrotóxicos e fertilizantes químicos, não só impedem que a natureza siga o seu curso, mas também eliminem insetos que fazem parte das polinizações e manutenção de um ecossistema delicado e importante para todos nós. Alimentos empobrecidos de nutrientes pelo rápido crescimento e a falta de vitalidade, leva a uma alimentação igualmente pobre e desvitalizada. Isso gera um impacto na saúde das pessoas, levando ao surgimento de diversas doenças, sejam crônicas, autoimunes e até câncer. Quais os princípios dessa agricultura? A agricultura biodinâmica é ressonante com a natureza, respeitando o solo e mantendo-o saudável. Essa técnica agrega valores espirituais e conscientes à produção de alimentos. Considera as leis da natureza e preserva de forma inteligente e sustentável um ecossistema em torno da produção. As soluções propostas pela agricultura biodinâmica, para todo o tipo de questões e problemas, são originadas da própria natureza, através do seu estudo e observação, por exemplo, se cultivamos uma determinada planta que necessita de 50% de sombra. Seria interessante plantar árvores maiores e com raízes profundas entre as plantas do cultivo, assim proveriam sombra à produção. Outro exemplo é cultivar outras plantas que tem ressonância com a produção e servem de proteção contra pragas, e cobertura e manutenção da umidade para o solo. Leia também: Nutrição e a consciência espiritual para uma vida saudável Em uma produção de agricultura biodinâmica tudo é aproveitado e tem o seu valor. Os subprodutos são tratados e postos à serviço da produção novamente, realimentando o ciclo de produção. Isso ajuda a manter a revitalização e regulação do solo. Existem alguns preparados naturais que agem como “repelentes” de pragas, e outros que fortalecem a planta, não como os fertilizantes químicos que as fazem crescer abruptamente. Mas como elementos que ajudam a nutrir a sua vitalidade, ajudando no desenvolvimento das suas defesas naturais. A técnica ainda contribui para o aumento de ilhas de produção sustentáveis, ampliando a atuação de agriculturas familiares dentro do cinturão verde das cidades. Ciclo de plantio na agricultura biodinâmica Maria Thun, uma agricultora alemã que seguia os ensinamentos de Steiner, estudou por anos a influência dos astros no plantio e em todo o ecossistema ao redor. O resultado do seu trabalho foi um calendário biodinâmico orientado pela astronomia (técnica milenar, conforme o movimento da lua e dos planetas segundo as constelações do Zodíaco) e pela ciência espiritual. Como identificar um alimento biodinâmico? Atualmente, a agricultura biodinâmica está presente em mais de 40 países. E a certificação que identifica esse tipo de produção no Brasil é o Selo Deméter. É possível encontrá-los em algumas feiras orgânicas e redes de supermercados. Vamos conversar mais sobre esse assunto? Entre em contato comigo!

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Doença de Crohn e o tratamento com a nutrição antroposófica

Na nutrição antroposófica, compreendemos a patologia como uma manifestação da desarmonia do corpo e da mente. Quando uma pessoa é acometida por uma doença, aspectos do seu mundo interior, biografia e hábitos de vida, precisam ser olhados com atenção e acolhimento. A doença de Crohn, autoimune, inflamatória e crônica, não é diferente. Ela foi descoberta pelo famoso gastroenterologista inglês, Dr. Burrill Crohn, que a identificou como uma doença moderna, proveniente dos hábitos de higiene exagerados que a sociedade adquiriu ao longo dos anos. Este artigo explica um pouco mais sobre a doença de Crohn, patologia que acompanho de perto, afinal minha filha convive com ela há muitos anos. Doença de Crohn x Retocolite Ulcerativa: saiba a diferença A doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa costumam ser de difícil diagnóstico e são muito confundidas pelos pacientes pela semelhança dos sintomas. Ambas fazem com que todo o corpo sofra com a inflamação (uma reação exacerbada do próprio organismo), provocando até dores nas articulações e possuem diferentes graus de intensidade de acordo com cada caso. O Crohn pode se manifestar da boca até o ânus, acometendo pontos distintos do sistema digestório, principalmente no intestino grosso (cólon). Já a Retocolite geralmente atinge a região do reto, cólon sigmoide e descendente, e a inflamação é limitada a uma determinada região. É importante entender que cada parte do intestino tem as suas características e funções distintas. Quando uma delas é afetada, pode desencadear sérias consequências para o restante do organismo. Como a doença pode se desenvolver? A doença de Crohn pode ser desencadeada por uma série de fatores, variando de uma pessoa para a outra, como pré-disposição genética, hábitos alimentares ruins, desequilíbrios emocionais ou estresse intenso, descompensação do sistema imunológico e até fatores ambientais. As crises podem ser pioradas por conta da má alimentação, carregada de produtos industrializados com conservantes, corantes, flavorizantes, condimentos, açúcares e gorduras em excesso. Esses produtos alimentícios são altamente inflamatórios e extremamente agressivos para o indivíduo, especialmente para aqueles que possuem alguma DII. Quais são os sintomas? Entre os sintomas mais comuns, estão: fraqueza, desanimo, febre, dor nas articulações, cólicas intensas, diarreia, sangue nas fezes, muitas vezes levando a quadros de anemia severa, dificuldade na absorção de nutrientes, e dependendo da gravidade, outras complicações, como fístulas. Pense assim: cada vez que nosso intestino é atingido por um agente agressor, ele acaba ferido, inflamado, adoecido e vai perdendo a sua função primordial, que é a absorção de nutrientes e a excreção de substâncias que não servem mais para o corpo. O resultado é um organismo sistemicamente comprometido – nesse caso a febre pode estar presente, mostrando que algo não vai bem (inclusive sinal de uma possível infecção). Com o passar do tempo, se esse intestino não for tratado, além de perder sua  função de absorção, há a cronificação  da inflamação, aumentando a incidência de pólipos e o risco de desenvolvimento de câncer. Conheça mais sobre o diagnóstico O diagnóstico da doença de Crohn costuma ser feito por um gastroenterologista, que avalia a condição clínica do paciente e seus exames, como a colonoscopia e a endoscopia. São procedimentos que necessitam de preparo hospitalar para garantir a segurança do paciente, especialmente quando o intestino está muito fragilizado. Alguns exames complementares também podem ser realizados, como tomografia, ressonância magnética, endoscopia por cápsula, enteroscopia, cultura de fezes, exames de sangue, como hemograma, controle de ferro e vitamina D, marcadores inflamatórios, entre outros. Muitas pessoas podem ter a doença e ignoram os sintomas por serem “constrangedores” ou por acharem que é uma simples dor de barriga. Falar sobre a saúde intestinal e seus sinais ainda é uma dificuldade para muitos, afinal, ninguém sai falando que encontrou sangue nas fezes, que tem problemas com gases, que faz uma bagunça danada quando vai ao banheiro, ou que está com diarreia há um mês, não é mesmo? *Precisamos falar sobre as nossas FEZES. E para isso, precisamos olhar para elas! #ficaadica* Leia também: Alimentos inflamatórios: tudo o que você precisa saber Como cuidar da Doença de Crohn? Quando a doença de Crohn é diagnosticada, o tratamento medicamentoso para o seu controle é prescrito pelo gastroenterologista e pode variar de acordo com o grau de severidade. No período de crise costuma ser prescrito o uso de corticoides, enquanto em outras situações é indicado um anti-inflamatório local, imunomoduladores, antibióticos e aminossalicilatos. Além do tratamento medicamentoso, é fundamental procurar orientação de um nutricionista, pois a doença de Crohn está diretamente relacionada com a alimentação do paciente, sendo que os principais agressores do intestino são provenientes da ingestão alimentar. O paciente de DII precisa ser cuidado de forma integral, abrangendo todos os aspectos que possam ser agentes agressores e gatilhos para crises. Trabalhos terapêuticos e artístico terapêuticos,  acompanhamento psicológico, participação em grupos de apoio e a realização de atividade física adequada são cruciais para o processo de acolhimento da doença e da condição diferenciada do paciente, que pode trazer desconfortos em situações sociais comuns, tristezas, anseios e angústias. Trabalhar o emocional faz parte do tratamento, portanto o convívio com a doença precisa ser aprendido, e as situações desconfortáveis, muitas vezes consideradas constrangedoras, precisam ser naturalizadas e humanizadas. Sob o olhar de uma paciente Como mencionei logo no início do meu artigo, minha filha foi diagnosticada com a doença de Crohn ainda na adolescência. Separei um pequeno relato dela, que mostra a patologia sob o olhar e a pele de um paciente. “Minha pior crise foi aos 18 anos, uma época difícil na vida de qualquer adolescente. Era tempo de vestibular, de enfrentar o mundo e iniciar um caminho com as próprias pernas. Essa é uma fase desafiadora, em que todas as suas forças estão direcionadas para descobrir e galgar o mundo, se firmar como indivíduo independente, se desgarrando e diferenciando do meio familiar para encontrar o seu próprio caminho e identidade. É um tempo de vitalidade total, de descobrimento da sexualidade, do poder da vida. Por isso encontramos tantos adolescentes que acham que são “invencíveis”, pois sentem a potência da vida pulsando em

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Saúde mental: qual a relação com a alimentação?

Este mês é celebrado o “setembro amarelo”, movimento importante que desenvolve ações de conscientização ligadas à prevenção ao suicídio.Hoje, vivemos em meio a uma pandemia sem precedentes e muitas pessoas acabaram ficando longe dos familiares, em situações de pressão ou medo constantes. Tudo isso colocou a saúde mental em pauta e mostrou como é essencial discutir esse assunto! Além desse afastamento de quem amamos nesses últimos meses, há um crescente número de casos de ansiedade, depressão e outros transtornos mentais oriundos de uma série de fatores. A vida corrida nas cidades, o estresse constante da rotina, pré-disposições genéticas, acontecimentos traumáticos, má alimentação e consequentemente alterações hormonais são algumas das possíveis causas. Mas cada pessoa é única, com os seus anseios e biografia, determinando uma forma muito particular de interpretar o mundo e os estímulos que recebe dele. Vamos falar um pouco mais sobre saúde mental e a sua ligação com a alimentação? Como o que comemos afeta nossa saúde física e mental? A alimentação é uma das fontes mais importantes de nutrição do nosso corpo aqui na terra. Ela nos dá forças para ir em busca de nossos objetivos (planejar e agir). Afinal, quem nunca se sentiu enfraquecido depois de um dia corrido, sem ter desfrutado uma refeição saudável e percebeu que não conseguia pensar direito ou realizar determinada ação? Isso mostra que os alimentos estão conectados com nossos órgãos vitais, mas também com nossa personalidade, influenciando o que pensamos e sentimos. E é por isso que, quando nos vemos em uma situação delicada ou em um dia difícil, nos perguntamos: “que tal comer um docinho? Acho que vai ajudar a me sentir melhor! Afinal, eu mereço uma recompensa, não é?” E é aí que nos enganamos. Transferir para a comida a nossa dificuldade em lidar com as emoções e situações de estresse, como frustração e ansiedade, é apenas uma solução temporária, como “tapar o sol com uma peneira”. Assim como fazer da comida moeda de troca quando nos propomos uma “recompensa” ou “prêmio”. Comida é para alimentar o corpo, e não para satisfazer ou compensar nossas faltas ou desejos. Como nosso cérebro reage a tudo isso? Não é por acaso que procuramos com frequência doces ou alimentos industrializados, com sabores realçados e extremamente palatáveis em momentos de estresse e extrema exaustão. Eles são ricos em gorduras, sódio, corantes, conservantes e principalmente em carboidratos simples, que se conectam diretamente aos receptores opioides do nosso cérebro, causando um efeito semelhante ao das drogas! São o que chamamos “Alimentos Excitatórios”, que excitam o sistema nervoso de forma rápida, intensa e efêmera, fazendo com que o corpo sinta falta dessas substâncias e as queira cada vez mais. São alimentos literalmente VICIANTES. Quando esse ato de descontar na comida se torna um ciclo vicioso, como um refúgio, pode ser hora de buscar ajuda para recuperar o bem-estar, em busca de uma melhoria para a saúde mental. Nesse caso, o ideal é o paciente ser acompanhado por uma equipe multidisciplinar além do nutricionista, como educador físico, terapeuta artístico, psicólogo ou psicoterapeuta, e em casos mais severos, um psiquiatra. Ressalto que é preciso avaliar sempre a individualidade de cada um, no contexto de vida e biografia, que podem trazer sinais, memórias e marcos importantes em situações de transtornos alimentares. O SUS, por exemplo, conta com o AMBULIM: um Programa de Tratamento de Transtornos Alimentares responsável por fazer o acompanhamento dessas pessoas de perto e oferecer um atendimento de qualidade. Leia também: Nutrição e a consciência espiritual para uma vida saudável Mas o que faz bem para a saúde mental? Se a nossa alimentação é parte de quem somos, como podemos incluir alimentos que façam bem para a nossa saúde mental? Em primeiro lugar, sempre saliento a importância do desenvolvimento da consciência: precisamos saber O QUE comemos, POR QUE comemos e como cada coisa que colocamos no prato pode trazer benefícios ou malefícios para o corpo e a mente. Além disso, o que você come pode intensificar tendências que precisariam ser amenizadas e sutilizadas para encontrar equilíbrio, coerência e harmonia. Pensando nos alimentos que fazem bem para o cérebro, que contribuem para o raciocínio lógico, clareza de pensamentos e criatividade, posso citar: Cereais integrais Alimentos ricos em ômega 3 e 9, com boas gorduras, como azeite, abacate, peixes, sementes e oleaginosas Alimentos antioxidantes e anti-inflamatórios, a exemplo de frutas vermelhas, azuis e roxas, ricas em resveratrol. Em contraponto, a sugestão é evitar industrializados e os famosos fast food, além de alimentos ricos em glúten e caseína, que desgastam o organismo e destroem as conexões neurais gradativamente. Pode não parecer, mas em longo prazo isso significa, além de um malefício para a saúde mental, o desenvolvimento de doenças neurodegenerativas como demência, Parkinson e Alzheimer. Nutrição além da alimentação: o que traz saúde e bem-estar? Separei algumas práticas que podem melhorar a qualidade de vida e ativar algumas áreas do nosso cérebro que nutrem e trazem sentimentos bons de felicidade e bem-estar. Mantenha-se sempre hidratado O movimento é essencial: escolha uma atividade física que você goste. Existe uma infinidade de possiblidades para explorar Encontre um hobby em grupo ou de forma individual – pode ser dança, leitura, jardinagem, pintura, o importante é descobrir algo que realmente traga alegria e aquela sensação boa e agradável para amenizar os dias difíceis. Medite! Pode parecer algo simples, mas fazer pequenas pausas ao longo do dia, longe de celulares ou qualquer outra interferência, ajuda a ter distanciamento para perceber com mais clareza a dimensão correta das coisas, se conectar com a natureza e com o todo, além de ter um encontro consigo mesmo. Isso traz segurança! Fique atento à respiração: o movimento de inspirar e expirar (ir ao centro e à periferia) precisa acontecer de forma adequada. Isso é vida! Enfim, encontre um ritmo! A natureza nos ensina a ter ritmo: dia e noite, estações do ano, fases da lua, os ciclos da natureza e suas festividades. Na mesma medida precisamos encontrar o ritmo em nosso dia a dia: o despertar e

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Entrevista com a especialista: Como aliar os óleos essenciais à nutrição?

Na minha prática de nutrição antroposófica, há diversas ferramentas importantes que atuam como complementos poderosos no tratamento dos pacientes, como os óleos essenciais. Essa técnica alia o aroma com as propriedades terapêuticas de plantas e flores que são capazes de trazer um novo olhar para o bem-estar. Preparei esse artigo especial para ajudar você a conhecer mais sobre os óleos e entender os benefícios que eles podem trazer. Vamos lá? O que são os óleos essenciais? Estamos cercados por aromas o tempo todo: aquela comida deliciosa de um domingo à tarde, uma flor desabrochando ou um perfume marcante. Cada um deles desencadeia uma memória ou um sentimento e com os óleos essenciais isso não é diferente. Esses compostos aromáticos são extraídos de raízes, caules e outras partes de uma planta ou flor com particularidades e efeitos potentes no nosso corpo. Meus estudos na farmácia me permitem explorar essas substâncias e me dão a base necessária para entender o poder delas e respeitá-las. Mas ainda há muito a aprender, existem pessoas que se debruçam nos conhecimentos sobre a aromaterapia e pesquisam os óleos, entendem as possibilidades de interação, os segredos e os benefícios de cada um. Quais processos são necessários para produzir os óleos essenciais? Aqueles pequenos frasquinhos de óleos essenciais que encontramos nas farmácias ou lojas especializadas percorrem um longo caminho até chegar nas suas mãos. Isso porque há diferentes métodos de extração feitos justamente para aproveitar todas as propriedades das substâncias e evitar que elas evaporem, além de diversos testes para verificar a eficácia do produto. Separei um dos processos para você conhecer mais: Destilação por arraste de vapor Este é o método mais comum, realizado em um destilador em que a água fica em um compartimento diferente da planta. À medida que a água aquece, o vapor começa a se formar e subir (ebulição), entrando em contato com o vegetal. Com esse processo, rompem-se as micromoléculas aromáticas, que são arrastadas pelo vapor. Depois, esse vapor é condensado e o resultado vira um líquido, com água e óleos essenciais separados! Há ainda o método de prensagem a frio, hidrodestilação, maceração, extração por solvente, enfleuragem, gases supercríticos e microondas. O produto precisa ser armazenado em um vidro escuro, longe da luz por ser fotossensível (isso significa que a exposição à luz e ao calor faz com que perca suas propriedades). Tipos de óleos Há uma gama de óleos essenciais disponíveis no mercado: cítricos, florais, amadeirados… Antes de escolher uma opção, é preciso avaliar as propriedades de cada um e contar com a ajuda de quem realmente entende do assunto. Isso porque um óleo pode ser bom para uma pessoa e causar alergias ou até algo mais grave para outra. Um exemplo: o alecrim é ótimo para promover uma mudança no ambiente, ajudar a despertar e ativar o sistema circulatório. Mas pode fazer muito mal para uma pessoa hipertensa, pois ao promover a ativação do sistema circulatório, sua pressão poderá descompensar, mesmo fazendo uso de medicamentos que controlam a pressão. Nesse caso o óleo de alecrim pode não ser indicado. É preciso avaliar com muita parcimônia e respeitar todo o poder e os mistérios dessas substâncias, testando antes de usar qualquer produto. Tudo está ligado com a individualidade, afinal se trata de um medicamento delicado e sensível! Conheça alguns óleos essenciais para se inspirar: O óleo de eucalipto é broncodilatador, refresca o ambiente, é sutil, ameniza dores nas articulações e funciona até como um relaxante muscular O óleo de funcho tem a sua origem em uma planta que ajuda no processo de digestão, além de proporcionar leveza, calma e inspirar a confiança O óleo de laranja doce também é digestivo, além de atuar no sistema imunológico, traz alegria Já o óleo de lavanda ajuda a aliviar dores de cabeça, estresse e restaura o equilíbrio emocional A verbena, por sua vez, tem ação calmante, aliviando a ansiedade e a insônia Leia também: Qualidade de vida por meio da nutrição antroposófica De que forma posso usar o produto? Há diversas formas de usar os óleos essenciais e tudo depende do resultado que você quer atingir. É possível utilizar um difusor para espalhar o aroma pelo ambiente, fazer massagens, escalda-pés, aplicar sobre a pele ou até na inalação. Uma sugestão pessoal: escolha um óleo de sua preferência (evite os cítricos, nesse caso), que não cause alergias ou efeitos adversos, adicione ao leite de magnésio e pronto, você tem um desodorante natural e eficaz! Isso mesmo, os antitranspirantes (ou atiperspirantes) que usamos barram a transpiração nas axilas e direcionam esse processo, que é saudável e necessário, para outro local do corpo, impedindo seu bom funcionamento. Ao usar um desodorante natural, você evita a proliferação dos microrganismos e mantém um aroma agradável. Outra sugestão é colocar algumas gotas no escalda-pés, em um momento de relaxamento, para que o sensorial e a pele aproveitem todas as propriedades do óleo. Como indico os óleos essenciais no meu atendimento? Sempre parto do princípio de que a nutrição é tudo o que permeia o homem: o que ele vê, come, ouve, vivencia… Nesse caso, os óleos essenciais também fazem parte do processo de nutrição, proporcionando uma experiência única para o paciente. Antes de indicar qualquer terapia complementar, avalio toda a biografia da pessoa, as suas particularidades, necessidades, patologias e temperamento. De um lado, me deparo com esse estudo subjetivo, mas de outro preciso também fazer uma análise mais ponderal e considerar as interações medicamentosas do caso. Só assim posso sugerir um determinado óleo. Ainda considero também outras terapias, como a massagem (para explorar a relação com o toque), a arte (pintura, música, desenho, todas elas ajudam em um processo ponderal em que transformamos vontade em ação), euritmia (terapêuticas antroposóficas) e muitas outras. Um tratamento aliado às práticas complementares é mais coerente com a complexidade da construção humana e tem resultados reais e surpreendentes, levando o paciente ao desenvolvimento da consciência. Assim, a pessoa pode olhar para dentro de si de uma forma conduzida, trilhando uma jornada de mudança e

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Entrevista com Renata Eisenmann na Revista Farmacêutica

Os cuidados com a saúde precisam ser integrados: cada especialista tem um olhar diferente sobre a mente e o corpo. Juntos, ajudam a proporcionar um cuidado mais abrangente, atento e humano desde a prevenção até o tratamento de um paciente. Isso é algo que vem se transformando ao longo dos anos, observando cada vez mais o valor do trabalho com equipes interdisciplinares, em diversos âmbitos. Esse é o tema central do bate-papo comigo para a edição nº 138 da Revista Farmacêutica, publicada pelo Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo, ao lado de outras duas profissionais talentosas. Uma delas é a Dra. Diva Leonor Monteiro, médica especialista em Clínica Médica, com atuação nas áreas clínicas em pronto-socorro, UTI, enfermaria e ambulatório, e a outra profissional é a Dra. Heide Demura Leal, especialista em Oncologia e mestre em Ciências da Saúde. Esse trabalho em equipe é essencial justamente pela conexão entre as áreas, reunindo diferentes conhecimentos para um atendimento personalizado. No meu dia a dia, aplico meu repertório, adquirido em anos de estudo de antroposofia e nutrição, e agora com os estudos em farmácia. Cada uma dessas frentes compõe meu instrumental de trabalho, me proporcionando uma visão única, abrangente e holística para com meus pacientes. Trabalho do farmacêutico é essencial Esse é outro fator central da nossa conversa: o trabalho do farmacêutico e a importância que ele exerce nos cuidados com a saúde. Isso porque conhece, como ninguém, as propriedades e características dos medicamentos e seu desempenho em cada organismo, algo essencial: “A importância do farmacêutico no cuidado e recuperação do paciente fundamentalmente passa pela segurança que esse profissional pode nos oferecer enquanto conduta, seja ela medicamentosa ou nos suplementos usados num paciente mais complicado e polimedicado. É ele quem tem o conhecimento do processo da substância”, citei na ocasião. Leia também: Renata S. Eisenmann: Especialista em Nutrição Antroposófica e Clínica Funcional A participação dos farmacêuticos em casos de pacientes polimedicados com sobrecarga do sistema orgânico geral é imprescindível para auxiliar a regular a terapia medicamentosa, definindo a melhor estratégia para seguir. “Vi muitos pacientes piorarem com sintomas e sinais que não eram esperados para aquela doença e, hoje, depois de toda a visão que tive de treinamento com os farmacêuticos, sei que pode ser uma doença causada pelo medicamento. O sintoma não esperado pode vir de uma interação medicamentosa, de efeitos adversos, de toxicidade ou de inibição de alguns medicamentos por conta do metabolismo.”, disse a Dra. Diva Leonor Monteiro. Minha experiência profissional e pessoal Como comentei acima, não só entendo a essencialidade do trabalho do farmacêutico como uso as técnicas nos meus atendimentos, pois sou graduanda em Farmácia pelo Centro Universitário São Camilo. Isso me permite um olhar mais atento para os alimentos, mergulhando nos processos das substâncias. Assim, a farmácia atua como um fundamento importante possibilitando ter mais assertividade nas condutas de pacientes dependentes de medicamentos. Tudo isso sempre pautado pela antroposofia, que me fornece todas as ferramentas para entender a biografia de cada paciente, seus hábitos, costumes, características e particularidades. Foi na nutrição antroposófica que consegui unir todos os meus aprendizados e colocá-los em prática. Quer saber mais sobre o meu trabalho? Clique no botão abaixo!

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Alimentação Saudável

Renata S. Eisenmann: Especialista em Nutrição Antroposófica e Clínica Funcional

Como profissional da nutrição, trabalho sempre com alimentos saudáveis e de boa procedência para a construção de uma vida equilibrada e saudável para o corpo, mente e espírito. Sou especialista em Nutrição Antroposófica e em Nutrição Clínica Funcional. Fui aprofundando meus conhecimentos ao decorrer dos anos com conteúdos que me permitiram perceber as sutilezas humanas e todo seu funcionamento fisiológico.   A nutrição antroposófica, funcional e alguns princípios A antroposofia traz como visão a complexidade da construção humana aplicada a todas as vertentes da ciência, passando pela medicina, pedagogia, artes, agricultura e sociologia até o estudo do espírito. Assim, para o desenvolvimento do atendimento e planejamento das orientações mais adequadas, há de ser considerado todos os aspectos que envolvem o indivíduo e seu contexto. Levo em consideração fatores fisiológicos, ambientais, hábitos, biografia, tipo de trabalho que exerce, seu contexto socioeconômico, saúde mental, seus objetivos e anseios na vida, entre outros. Para enriquecer os conceitos antroposóficos, fui em busca do conhecimento da Nutrição Clínica Funcional, que é a tradução do alimento em possibilidades. Estudando as substâncias e fatores que ativam ou silenciam gatilhos genéticos, podemos modular expressões gênicas. Isso ainda que exista predisposição para o desencadeamento de determinadas patologias, além de tratar doenças pré-existentes com maior propriedade. Também me respaldo nos conhecimentos da Farmácia, mergulhando no mundo dos processos das substâncias. Com isso, tenho mais assertividade na conduta com pacientes polimedicados e/ou dependentes de medicamentos em suas condições atuais. Leia também: O que é Nutrição Funcional? Atendimento personalizado Somos o que comemos, então… quem é você? Está pronto para transformar sua vida? Trabalho com 3 modalidades de atendimento: consulta individual, consulta familiar e a consulta por indicação médica. Consulta individual Na consulta individual trabalharemos seus hábitos a fim de sanarmos suas necessidades tanto alimentares quanto nutricionais. Você aprenderá o que te faz bem e o que é bom evitar, e o PORQUÊ aquele determinado alimento traz ou não benefícios para você. Em muitos casos, faz parte do tratamento um processo de reeducação alimentar. Calma, você não estará sozinho! Acompanharei você por todo o caminho, orientando e ensinando a fazer boas escolhas e a consumir alimentos que trazem benefícios e que também te apeteçam. Há sempre uma alternativa para tudo! Precisamos de disposição, abertura para o novo e alegria para que esse processo tenha muito sucesso. No final das contas, você transformará a sua relação com a comida e dará um novo sentido à alimentação. Consulta familiar Na consulta familiar, o atendimento é para aqueles que sabem que compartilhar os momentos das refeições vai além da alimentação e prezam pela qualidade de vida de toda a família. Por isso, visitar a cozinha, abrir armários e geladeira, conhecer os hábitos da família, é fundamental para o desenvolvimento de um tratamento eficaz que integre a necessidade de todos da família. Nessa modalidade, é ideal que todos os participantes estejam dispostos e abertos a trilharem novos rumos através da alimentação em conjunto, ainda que tenham alguns rebeldes na família! Consulta por indicação médica A consulta por indicação médica se assemelha à consulta individual em sua metodologia, acolhimento e preceitos antroposóficos. Porém, traz o benefício da multidisciplinariedade, onde médico e nutricionista formam uma pequena equipe voltada às questões patológicas já existentes do paciente, integrando os tratamentos. Em todas as modalidades de atendimento, você terá acompanhamento periódico com orientações nutricionais feitas exclusivamente para você. Além de dieta e/ou cardápio se necessário, receitas, materiais e orientações para mudança de hábitos e um estilo de vida mais harmonioso. A nutrição funcional e a nutrição antroposófica fazem sentido para você? Chegou a hora de dar o primeiro passo rumo a uma vida mais saudável e harmoniosa! Agende sua consulta!

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Bem-Estar

3 benefícios da nutrição funcional ampliada pela antroposofia

A antroposofia, que significa “sabedoria do homem”, é uma ciência baseada em questionamentos e muita observação, e tem como ponto central o homem e sua integralidade. Dentre as suas bases, a antroposofia entende que o indivíduo é único, com um conjunto de características e elementos além do corpo físico, como energia, espírito e mente. Ela pode ser aplicada em diversos âmbitos como a medicina, pedagogia, arquitetura, artes, agronomia e muitas outras. Nutrição é o meu caso. Tenho formação em nutrição clínica, mas a antroposofia, assim como a farmácia, são cernes da minha carreira e ferramentas para os meus atendimentos. A farmácia, por sua vez, me dá conhecimento para entender as substâncias, os mecanismos e a química dos alimentos, outra importante frente para oferecer um tratamento assertivo. Além de proporcionar uma orientação melhor aos pacientes polimedicados. Entendendo alguns pontos importantes que envolvem a antroposofia Segundo a antroposofia, um ser tem sua essência baseada em pontos como estes: Equilíbrio do sistema nervoso O sistema neurossensorial se concentra na cabeça, mas se estende para todo o corpo. É por meio dele que captamos luz, sons e alimentos. O sistema está relacionado com as raízes da planta, que absorvem água e nutrientes, revitalizando o sistema neurossensorial. Equilíbrio do sistema rítmico Já o sistema rítmico corresponde ao centro do corpo, onde está o pulmão e o coração. É lá que ocorrem os movimentos respiratórios e circulatórios, assim como há o movimento da seiva no caule e as trocas gasosas nas folhas. Equilíbrio do metabólico-locomotor Por fim, o sistema metabólico-locomotor envolve órgãos digestivos e reprodutivos. Ele está relacionado às flores e aos frutos, pois é no polo floral que se encontram o órgão reprodutor e o metabolismo dos açúcares e proteínas das plantas. Leia também: O que é Nutrição Funcional? Foco em entender e conhecer o paciente Tendo em vista todo esse estudo que desenvolvi ao longo dos anos, além das questões já citadas, aplico na prática com os pacientes um olhar único. Analiso toda a sua biografia para entender suas características, personalidade, gostos pessoais, tipo de alimentação, questões sociais, culturais, econômicas, genéticas e epigenéticas, dentre muitas outras. Todos esses componentes formam um ser individual. A partir desse princípio, me apoio nessa análise para definir uma alimentação personalizada, seguindo as necessidades do paciente. Construção da qualidade de vida Todo esse olhar e atendimento baseado na nutrição clínica funcional ampliada pela antroposofia proporcionam, ao paciente, mais qualidade de vida e equilíbrio. Afinal, entendo que a nutrição não é somente o que consumimos, mas também aquilo que nos permeia, o que vemos, ouvimos, sentimos, fazemos e projetamos para nós e nossos relacionamentos. No meu atendimento, percebo o alimento como possibilidade, tirando o melhor dele para cada paciente. Isso porque muitos podem oferecer benefícios ou malefícios de acordo com as necessidades de cada organismo e é importante levar todos os fatores em consideração. Ainda em relação aos alimentos, dou preferência a Agricultura Biodinâmica, um modelo agrícola que entre outras características, não faz uso de adubos químicos, venenos herbicidas, sementes transgênicas, antibióticos ou hormônios, respeitando o tempo de cultivo de cada alimento, sua estação, o tipo de terra em que é plantado, tudo para trazer as forças arquetípicas de cada alimento. Essa prática relaciona as constelações e meios de cultivo com base em um calendário celeste. De acordo com os conceitos biodinâmicos e dependendo do signo da época, algumas plantas evoluem melhor do que outras. A divisão é feita em quatro elementos: água (flores), terra (raízes), fogo (frutas) e ar (folhas). Trabalho feito passo a passo Mudanças exigem tempo e adaptação. Por isso, a nutrição funcional ampliada pela antroposofia que pratico com os pacientes segue pequenos passos para uma mudança completa e integral, nos diferentes âmbitos da vida. Dessa forma, consigo ter assertividade em condutas de pacientes com diferentes patologias em um trabalho nutricional personalizado. Para agendar uma consulta, entre em contato comigo!

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Bem-Estar

Diabetes e estresse emocional: Entenda a relação

Você já ouviu falar sobre a relação entre a diabetes e estresse emocional? Antes de abordar essa questão, primeiramente você precisa conhecer mais detalhes sobre o Diabetes. A princípio, o Diabetes Mellitus é uma doença crônica, progressiva e silenciosa, caracterizada pelo aumento dos níveis de glicose (açúcar) no sangue. Isso acontece quando se tem pouca insulina circulando ou quando esse hormônio não é secretado e aproveitado adequadamente pelo organismo. Um estudo da Federação Internacional de Diabetes mostrou que o número de brasileiros com diabetes cresceu 31% nos últimos dois anos. Existem três tipos de diabetes mais recorrentes: Diabetes Tipo 1 (DM1), Diabetes Tipo 2 (DM2), que é a mais comum, e a Diabetes Gestacional (DMG). Mais recentemente foi identificada o DM do tipo 3, relacionada com doenças neurodegenerativas. De acordo com especialistas, é possível que o estilo de vida pouco saudável ou problemas hereditários sejam os principais responsáveis pelo surgimento dessa doença. Mas, fatores emocionais, entre eles o estresse emocional, podem contribuir para o desenvolvimento e surgimento do Diabetes. Existe Diabetes Emocional? A relação entre diabetes e estresse emocional começa quando emoções extremas interferem diretamente nos níveis de glicose e insulina. Se a pessoa tiver alguma predisposição à doença, é bem provável que ela desenvolva o distúrbio após esses episódios. Entretanto, ela não será diagnosticada com Diabetes Emocional, mas sim com Diabetes Tipo 2. Por isso, se você já tem essa predisposição, é bom ficar atento(a) aos sinais. Relação entre estresse e os níveis de glicose O estresse é o conjunto de reações mentais e/ou físicas do organismo diante de situações que exigem muito esforço emocional para serem superadas. Quando se passa por um período de tensão, o organismo acredita estar em perigo e libera mais hormônios. Esses hormônios têm a função de distribuir energia (glicose) às células que, por diversas vezes, já não conseguem realizar essa tarefa em diabéticos ou pré-diabéticos. Sem insulina suficiente os níveis de glicose circulando no organismo sobem, em outras palavras, a glicemia fica descompensada. De acordo com a Associação Internacional do Controle ao Estresse, o Brasil é o segundo país mais estressado do mundo em um ranking com dez nações. Aproximadamente 70% dos brasileiros estão estressados, perdendo apenas para o Japão. Principais sinais de estresse Cada pessoa é única e passa por determinadas situações de uma forma diferente. Mas, no geral, podemos citar alguns sinais que se destacam e podem ser resultado de um grande pico de estresse: É importante salientar que o acompanhamento de uma equipe médica é crucial nesse momento para identificar se realmente se trata de um pico de tensão, diabetes e estresse emocional ou outra patologia. Leia também: Diabetes x Alimentação: 4 hábitos que podem desencadear a doença Como evitar o diabetes e estresse emocional? Boas noites de sono Procure ter uma boa noite de sono. De acordo com especialistas, dormir entre sete e oito horas por dia já é o suficiente para diminuir os riscos de insônia e obter todos os benefícios que uma boa noite de sono proporciona ao corpo e à mente. Tome bastante água O humor pode ser alterado pela desidratação, assim como a absorção de glicose pelas células.  Portanto, beba cerca de dois litros de água de boa qualidade por dia, de preferência em temperatura ambiente. Mas vale consultar um nutricionista para que ele indique o volume ideal de água de acordo com seu biotipo e atividades diárias. Tenha uma dieta balanceada Evite os chamados açúcares simples, presentes nos doces e massas, pois são absorvidos facilmente e levam a picos de glicemia. Opte por uma alimentação rica em fibras, verduras, legumes e frutas. Uma nutricionista é capaz de entender as necessidades do seu corpo e delimitar uma dieta regrada para evitar o Diabetes e estresse emocional, assim como outras patologias. Pratique atividades físicas Pratique exercícios físicos regularmente. Essas atividades atuam positivamente na sua mente, liberando hormônios de bem-estar e melhorando o humor. Além disso, fortalecem os músculos, melhoram o sistema cardiorrespiratório e, em casos de pacientes com diabetes, mantém os níveis de açúcar no sangue controlados. Pratique meditação Meditar é uma excelente maneira de aliviar o estresse. Afinal, a prática reduz a descarga de hormônios da tensão, como o cortisol, e de quebra turbina a imunidade. O mais importante: como já citamos, é fundamental o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar. Enquanto o médico faz o diagnóstico do Diabetes e direciona o tratamento, o nutricionista elabora as melhores estratégias de acompanhamento e combate à patologia. Lembre-se, é altamente recomendado uma mudança de hábitos e somente um especialista pode entender todas as suas características, biografia e necessidades para fazer as melhores recomendações! Enfim, ficou claro para você a relação entre diabetes e estresse emocional? Deixe sua opinião nos comentários!

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Bem-Estar

Alimentação Funcional: Conheça os benefícios

A alimentação funcional já é rotina de muitas pessoas que buscam por uma vida saudável. Esse tipo de alimentação faz parte de um estilo de vida e tem atraído centenas de adeptos não só no Brasil, mas em todo o mundo. De acordo com a Euromonitor, consultoria especializada em pesquisas de mercado, o Brasil é o 4º colocado em consumo de alimentos funcionais no ranking mundial e movimenta US$ 35 bilhões por ano. Mas você conhece a alimentação funcional e os benefícios que ela proporciona? O que é Alimentação Funcional? A alimentação funcional é composta por um grupo de alimentos ou ingredientes que comprovadamente contêm propriedades que podem modular situações quando ingeridos de forma recorrente, a fim de garantir a manutenção do bom funcionamento do corpo e atuar na prevenção de doenças. Ou seja, essa alimentação é uma forma de reduzir riscos de doenças crônicas, degenerativas e alguns tipos de câncer. Essas propriedades funcionais  podem ser encontradas nas frutas, legumes, verduras, chás, cereais, soja e seus derivados, brotos,  entre outros. Mas, para alcançar seu objetivo, você deve contar com a supervisão de um nutricionista. Somente esse profissional poderá montar um cardápio com base nos alimentos funcionais mais adequados para seu perfil , gostos e tendências genéticas. Isso porque um determinado alimento pode trazer tanto benefícios quanto malefícios para a sua saúde, dependendo de uma série de fatores. Logo, não é possível direcionar quantidades genéricas, como uma receita de bolo, para as pessoas. É importante entender todas as suas características antes, com uma visão integrativa do paciente (espiritual, emocional e mental). Os 3 principais benefícios funcionais para a saúde Dicas de alimentos funcionais Existem muitos alimentos considerados funcionais pela Anvisa, mas separei alguns que são mais fáceis de adicionar à rotina alimentar. Lembrando que é importante considerar uma teia de interconexões metabólicas, evolvendo digestão, hormônios, fatores imunológicos, metabolismo energético, entre outros: Peixes Componente ativo: ácidos graxos ômega-3. Benefícios: reduz o nível de colesterol  de baixa densidade, o que chamamos de ruim (LDL) e tem ação anti-inflamatória. Derivados fermentados da Soja Composto ativo: isoflavona de soja  ou fitoestrogenos. Benefícios: o principal deles é o controle hormonal. Tomate Componente ativo: licopeno. Benefícios: potente antioxidante, reduz os níveis de colesterol e as chances de desenvolvimento de cânceres específicos, como o de cólon, reto, mama e sobretudo o câncer de próstata Azeite de oliva extra virgem Componente ativo: Ácido oleico (ômega 9). Benefícios: estimula o sistema imunológico, tem ação anti-inflamatória e reduz o risco de doenças cardiovasculares.  No começo, pode ser que seja difícil trocar alimentos industrializados por alternativas mais saudáveis, mas depois isso se torna um hábito prazeroso. Vale dar preferência para os alimentos da estação, que possuem menos agrotóxico e um gosto mais marcante. Além disso, indico optar por produtos orgânicos, que costumam advir de pequenos produtores.  Cardápio Cada individuo necessita de um cardápio diferente. Isso porque uma pessoa tem suas preferências e gostos, bem como personalidade, biografia e particularidades únicas do contexto em que está inserida. Logo, o nutricionista é capaz de indicar os alimentos mais apropriados, bem como quantidade e frequência. Por fim, reforço que o consumo de alimentos funcionais não exclui a necessidade de realizar visitas regulares ao nutricionista, nem substitui a necessidade do uso de medicamentos prescritos para tratar alguma patologia.

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