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Nutrição antroposófica

Guia completo de frutas da época

Incluir as frutas da época na alimentação traz benefícios para a saúde e proporciona qualidade de vida e bem-estar, uma vez que frutas, legumes e verduras da estação contribuem para uma vida coerente, equilibrada e consciente. A natureza funciona em ciclos, entre eles temos as estações do ano: inverno, verão, outono e a primavera. Esses períodos trazem não só mudanças na temperatura. Mas também qualidades arquetípicas presentes nos alimentos que vão ao encontro das necessidades do ser humano em cada estação. Assim, a alimentação coerente com o momento impacta no metabolismo para enfrentar com força anímica e disposição as novas etapas que se apresentam. Por que consumir alimentos em sua sazonalidade? Existem muitas vantagens de se consumir frutas da época, uma delas é o preço mais em conta pela pré-disposição natural de serem cultivados, lei da oferta e procura da natureza! Ainda por esse mesmo motivo, eles possuem muito menos agrotóxicos e fertilizantes, em especial os que são provenientes dos pequenos produtores. Na agricultura biodinâmica, por exemplo, existe um cuidado com o equilíbrio e a saúde da terra. Assim como com o ambiente que cerca o seu cultivo, levando em consideração outros ciclos da natureza, como as forças planetárias e cósmicas. Somente o que é próprio e adequado da época é plantado, sem a utilização de qualquer agente químico, sejam os fertilizantes e aceleradores de crescimento, sejam defensivos agrícolas. O cultivo é cercado de outras plantas (flores, ervas e folhagens) que têm sinergia com os alimentos plantados. Elas trazem proteção contra insetos que podem prejudicar a plantação, atraem abelhas para ajudar na polinização e ajudam a manter o solo fértil e saudável. Dessa forma, é possível aproveitar tudo que o alimento oferece em sua integralidade. Estações do ano e as frutas da época Inverno Na antroposofia, o inverno é a estação em que entramos em contato com as nossas emoções e nos vemos como que em um casulo, vivenciando o mundo interno intensamente. Nessa época, elaboramos com maior contenção nossas reflexões, o que pensamos, sentimos, e o início dos projetos que virão a ser na explosão da próxima estação, a primavera! É essencial vivenciá-la em sua totalidade, pois as estações são espirais da vida que ocorrem na natureza a todo instante dentro e fora de nós, com características marcantes e de forma cíclica. A sugestão é sempre dar prioridade às frutas da época, mais doces, úmidas e de teor calórico maior, pois é quando precisamos dar energia para o corpo se manter aquecido. Kiwi, tangerina, morango, tâmara, banana nanica, mexerica, figo e laranja-lima também são alguns exemplos típicos do inverno. Outro ponto interessante é incluir na alimentação os temperos termogênicos, aqueles que esquentam o corpo, como noz-moscada, cardamomo, gengibre e canela. Esses cuidados ajudam a trazer mais conforto e bem-estar nos dias mais frios do ano. Afinal, nossa alimentação precisa estar coerente com o momento que vivemos. Leia também: Como melhorar a sua relação com a comida? Verão Já o verão é a estação do fazer, do movimento. Nessa época, desejamos sair, realizar tarefas e colocar para fora tudo o que guardamos e planejamos durante o inverno, tirando as ideias do papel. Precisamos de frutas mais refrescantes, priorizando as que têm potencial adstringente, que limpam e renovam as energias, como o anis-estrelado e o abacaxi. O verão inspira o romantismo, e combina perfeitamente com as frutas do amor, a exemplo do maracujá e da maçã. Neste período, o indicado é evitar alimentos gordurosos, priorizando as qualidades mais secas (sem gorduras) e frias (refrescantes). Carambola, coco verde, goiaba, pêssego e ameixa também são algumas das opções mais encontradas no verão. A primavera com sua explosão de cores e vida, assim como o outono com a queda das folhas em contraponto, são importantes períodos de transição, preparando a natureza para a grande “respiração”. Onde o inverno é a “inspiração” em que colocamos tudo para dentro para ser elaborado, e o verão é a “expiração” em que depois de elaborado, nós devolvemos essa inspiração ao mundo em forma de ação. Como incluir as frutas da época na alimentação? Muitas pessoas têm dificuldade de incluir as frutas da época na alimentação. Uma sugestão é fazer bolos e tortas de frutas ou mingau. O próprio preparo do prato é uma experiência a parte, que ajuda a vivenciar o melhor da estação e trazer para dentro de si todas as qualidades ofertadas por ela. Cereais, legumes e verduras também precisam fazer parte da rotina. Alguns hábitos como realizar atividade física, mantendo-se sempre em movimento e com hidratação adequada, são imprescindíveis para a saúde. A compra dos alimentos também é um momento que requer consciência, avaliar o alimento pode ser um processo: questionar a sua origem e se realmente ele é coerente com o estilo de vida que você deseja levar, assim como a quantidade comprada, para não correr o risco de desperdiçar alimento, e ter a oportunidade de variar os ingredientes semanalmente. Explore a variedade de opções disponíveis, considerando a sazonalidade de frutas, legumes, verduras, ovos e peixes. Boas compras! 🙂 Continue acompanhando meus conteúdos aqui no blog e confira mais assuntos como este!

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Bem-Estar

Entrevista com a especialista: Como aliar os óleos essenciais à nutrição?

Na minha prática de nutrição antroposófica, há diversas ferramentas importantes que atuam como complementos poderosos no tratamento dos pacientes, como os óleos essenciais. Essa técnica alia o aroma com as propriedades terapêuticas de plantas e flores que são capazes de trazer um novo olhar para o bem-estar. Preparei esse artigo especial para ajudar você a conhecer mais sobre os óleos e entender os benefícios que eles podem trazer. Vamos lá? O que são os óleos essenciais? Estamos cercados por aromas o tempo todo: aquela comida deliciosa de um domingo à tarde, uma flor desabrochando ou um perfume marcante. Cada um deles desencadeia uma memória ou um sentimento e com os óleos essenciais isso não é diferente. Esses compostos aromáticos são extraídos de raízes, caules e outras partes de uma planta ou flor com particularidades e efeitos potentes no nosso corpo. Meus estudos na farmácia me permitem explorar essas substâncias e me dão a base necessária para entender o poder delas e respeitá-las. Mas ainda há muito a aprender, existem pessoas que se debruçam nos conhecimentos sobre a aromaterapia e pesquisam os óleos, entendem as possibilidades de interação, os segredos e os benefícios de cada um. Quais processos são necessários para produzir os óleos essenciais? Aqueles pequenos frasquinhos de óleos essenciais que encontramos nas farmácias ou lojas especializadas percorrem um longo caminho até chegar nas suas mãos. Isso porque há diferentes métodos de extração feitos justamente para aproveitar todas as propriedades das substâncias e evitar que elas evaporem, além de diversos testes para verificar a eficácia do produto. Separei um dos processos para você conhecer mais: Destilação por arraste de vapor Este é o método mais comum, realizado em um destilador em que a água fica em um compartimento diferente da planta. À medida que a água aquece, o vapor começa a se formar e subir (ebulição), entrando em contato com o vegetal. Com esse processo, rompem-se as micromoléculas aromáticas, que são arrastadas pelo vapor. Depois, esse vapor é condensado e o resultado vira um líquido, com água e óleos essenciais separados! Há ainda o método de prensagem a frio, hidrodestilação, maceração, extração por solvente, enfleuragem, gases supercríticos e microondas. O produto precisa ser armazenado em um vidro escuro, longe da luz por ser fotossensível (isso significa que a exposição à luz e ao calor faz com que perca suas propriedades). Tipos de óleos Há uma gama de óleos essenciais disponíveis no mercado: cítricos, florais, amadeirados… Antes de escolher uma opção, é preciso avaliar as propriedades de cada um e contar com a ajuda de quem realmente entende do assunto. Isso porque um óleo pode ser bom para uma pessoa e causar alergias ou até algo mais grave para outra. Um exemplo: o alecrim é ótimo para promover uma mudança no ambiente, ajudar a despertar e ativar o sistema circulatório. Mas pode fazer muito mal para uma pessoa hipertensa, pois ao promover a ativação do sistema circulatório, sua pressão poderá descompensar, mesmo fazendo uso de medicamentos que controlam a pressão. Nesse caso o óleo de alecrim pode não ser indicado. É preciso avaliar com muita parcimônia e respeitar todo o poder e os mistérios dessas substâncias, testando antes de usar qualquer produto. Tudo está ligado com a individualidade, afinal se trata de um medicamento delicado e sensível! Conheça alguns óleos essenciais para se inspirar: O óleo de eucalipto é broncodilatador, refresca o ambiente, é sutil, ameniza dores nas articulações e funciona até como um relaxante muscular O óleo de funcho tem a sua origem em uma planta que ajuda no processo de digestão, além de proporcionar leveza, calma e inspirar a confiança O óleo de laranja doce também é digestivo, além de atuar no sistema imunológico, traz alegria Já o óleo de lavanda ajuda a aliviar dores de cabeça, estresse e restaura o equilíbrio emocional A verbena, por sua vez, tem ação calmante, aliviando a ansiedade e a insônia Leia também: Qualidade de vida por meio da nutrição antroposófica De que forma posso usar o produto? Há diversas formas de usar os óleos essenciais e tudo depende do resultado que você quer atingir. É possível utilizar um difusor para espalhar o aroma pelo ambiente, fazer massagens, escalda-pés, aplicar sobre a pele ou até na inalação. Uma sugestão pessoal: escolha um óleo de sua preferência (evite os cítricos, nesse caso), que não cause alergias ou efeitos adversos, adicione ao leite de magnésio e pronto, você tem um desodorante natural e eficaz! Isso mesmo, os antitranspirantes (ou atiperspirantes) que usamos barram a transpiração nas axilas e direcionam esse processo, que é saudável e necessário, para outro local do corpo, impedindo seu bom funcionamento. Ao usar um desodorante natural, você evita a proliferação dos microrganismos e mantém um aroma agradável. Outra sugestão é colocar algumas gotas no escalda-pés, em um momento de relaxamento, para que o sensorial e a pele aproveitem todas as propriedades do óleo. Como indico os óleos essenciais no meu atendimento? Sempre parto do princípio de que a nutrição é tudo o que permeia o homem: o que ele vê, come, ouve, vivencia… Nesse caso, os óleos essenciais também fazem parte do processo de nutrição, proporcionando uma experiência única para o paciente. Antes de indicar qualquer terapia complementar, avalio toda a biografia da pessoa, as suas particularidades, necessidades, patologias e temperamento. De um lado, me deparo com esse estudo subjetivo, mas de outro preciso também fazer uma análise mais ponderal e considerar as interações medicamentosas do caso. Só assim posso sugerir um determinado óleo. Ainda considero também outras terapias, como a massagem (para explorar a relação com o toque), a arte (pintura, música, desenho, todas elas ajudam em um processo ponderal em que transformamos vontade em ação), euritmia (terapêuticas antroposóficas) e muitas outras. Um tratamento aliado às práticas complementares é mais coerente com a complexidade da construção humana e tem resultados reais e surpreendentes, levando o paciente ao desenvolvimento da consciência. Assim, a pessoa pode olhar para dentro de si de uma forma conduzida, trilhando uma jornada de mudança e

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Nutrição antroposófica

Por que a nutrição antroposófica é a melhor opção?

A nutrição antroposófica traz um olhar integrativo sobre o homem em diversos aspectos da vida e vai muito além da alimentação, promovendo um despertar de consciência e uma mudança no estilo de vida da pessoa. Com um corpo e mente saudáveis, a alma também ganha mais leveza e tranquilidade para vivenciar as experiências de forma mais coerente. Em minhas consultas, trago a experiência de anos de dedicação e estudo sobre a complexidade humana. Tanto no campo das ciências ponderais, como a nutrição, fisiologia e bioquímica dos alimentos, como em suas correlações na ciência espiritual. O foco sempre é o paciente e suas possibilidades, e não somente a doença que se apresenta. Identificar o processo de adoecimento, seus gatilhos e condição clínica é importante para conduzir estratégias para reaver a saúde. A relação que estabeleço com o paciente é de cumplicidade e acolhimento, com espaço e abertura para que a pessoa se abra ao seu tempo. Assim, construímos um laço para seguirmos juntos rumo aos próximos passos de uma alimentação mais adequada. Quer saber mais sobre a importância da nutrição antroposófica? Separei alguns pontos abaixo: É mais do que alimentação A alimentação sempre teve um papel importante na vida do homem: desde os primórdios, comer é a fonte da sobrevivência. Embora essa relação tenha mudado ao longo dos milhares de anos, hoje entendemos que o alimento é um combustível que carrega energia, luz e força e tem um significado muito maior. Criando uma relação forte com o ser humano, a sua saúde e seu protagonismo aqui na terra. É justamente por isso que entendemos como um dos pilares da nutrição antroposófica a coerência entre o que comemos e os nossos objetivos, considerando as necessidades do corpo. O poder do alimento é maior do que imaginamos. Ele dá toda a estrutura para que você exerça a sua missão, equilibrando, integrando e fortalecendo o corpo, a mente e a alma. Atenção à origem dos alimentos Logo, entender de onde vem a comida que você coloca no prato todos os dias é essencial: a sua forma de produção impacta diretamente na digestão do seu corpo sobre aquele alimento e as qualidades que ele oferece para quem o consome. Em uma plantação de larga escala os agrotóxicos são usados para evitar a ação de seres considerados nocivos que prejudicam o cultivo, como ervas daninhas e pragas, prática muito comum no Brasil. Assim, o agricultor tem uma produção mais equilibrada e perde menos produtos. Vejo algumas complicações nesse cenário: além do perigo à saúde causado pelo uso dos agentes químicos, eles alteram também o caminho que a própria natureza percorre. Uma planta com agrotóxicos costuma ser mais fraca porque não criou a resistência para se defender e carrega todas essas modificações com ela até chegar ao seu prato. Além da própria terra da plantação que fica “doente”, por toda a exploração química e alterações externas. Transgênicos Outro ponto que chamo a atenção são os transgênicos. O pequeno “T” avisando a presença dessa mudança genética no alimento pode ser encontrado nas embalagens de diversos itens como salgadinhos, pipocas, dentre tantos outros. Há uma lista extensa que já faz parte da cadeia alimentar do brasileiro, como milho e soja. Nesse caso, vejo o propósito central para o uso dessa prática: tornar o alimento resistente a pragas, com menos agrodefensivos, fazendo com que a plantação seja mais equilibrada. Novamente chegamos a um momento de reflexão, pois esse cultivo modificado, além das inúmeras implicações à saúde, perde força anímica e proteção. Leia também: Como melhorar a sua relação com a comida? Agricultura orgânica e biodinâmica Então você pode me perguntar: certo, mas então como mudo a minha alimentação para priorizar itens com uma origem mais saudável e responsável? A resposta está nos pequenos produtores, o CSAs (Comunidade que Sustenta a Agricultura), agricultura familiar e a agricultura biodinâmica. São meios de produção que prezam pela saúde da terra e pelo cuidado com cada etapa do cultivo. O trabalho desenvolvido por eles vai muito além da produção em si, pois tem responsabilidade social e econômica, trazendo essas qualidades para o consumidor final. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, hoje em dia é fácil chegar até esse tipo de alimento e apoiar essa cadeia de produtores. Você encontra lojas e feiras orgânicas espalhadas pelas cidades, além de poder fazer até uma assinatura mensal para receber em casa alimentos selecionados a dedo por esses profissionais. São cestas cheias de variedade que costumam ser uma surpresa muito agradável e tornam o ato da refeição mais colorido e diversificado.  Desenvolvendo uma consciência Todo esse processo de avaliar o alimento, questionar a sua origem e se realmente ele é coerente com o estilo de vida que você deseja levar, faz a diferença para manter a saúde em dia. Inclusive para quem deseja emagrecer, desenvolver essa consciência é essencial, pois precisamos buscar um desfecho coerente em tudo o que realizamos em nossas vidas. Por isso, no meu consultório tenho um olhar para a integralidade do paciente, a complexidade, ritmo e vontade dessa pessoa. Assim é possível contribuir justamente para essa consciência e ser o protagonista da sua individualidade. E posso dizer com segurança: não há contraindicações para a nutrição antroposófica, a minha ferramenta de trabalho tem os melhores efeitos colaterais possíveis para a saúde: o bem-estar e a qualidade de vida! Quer conversar mais sobre esse assunto? 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Alimentação Saudável

Nutrição e a consciência espiritual para uma vida saudável

A nutrição é um dos fatores fundamentais para viabilizar o desenvolvimento de uma consciência espiritual. Precisamos nos atentar de que forma nos alimentamos, pois a ingestão sistemática de alguns alimentos pode atrapalhar o aprimoramento de uma função cerebral mais criativa e consequentemente impedir um despertar espiritual. Na mesma medida a inserção de alguns outros alimentos atuam promovendo esse desenvolvimento. A resposta dada por Steiner quando era indagado sobre exercícios espirituais e meditações que não surtiam o efeito desejado era: “é uma questão alimentar”. Sazonalidade dos alimentos A sazonalidade faz parte integralmente das práticas salutares, tanto individual quanto social. Faz parte também do grande ciclo da Terra que compreende a forma correta de agricultura e seus produtos, fornecendo uma variedade de alimentos ao longo desse ritmo anual. Para que se tenha condições de trilhar esse caminho adequadamente e para darmos os primeiros passos, alguns nutrientes são fundamentais, como a sílica, ferro, magnésio e fósforo. Eles são encontrados com bastante frequência em uma alimentação regular (comida de verdade), balanceada e que contempla a sazonalidade. Quando respeitamos a época do plantio, cultivo e colheita de frutas, legumes e verduras, assim como dos cereais, a quantidade e necessidade de adubos químicos e agrotóxicos é muito menor. Esses fatores são determinantes para a qualidade nutricional e anímica desses alimentos. Na sua relação com o macrocosmo e nos efeitos em nosso corpo, assim como na sociedade. Isso nos leva a outro ponto de reflexão nesse processo de nutrição: a tomada de consciência. Consciência e nutrição A tomada de consciência é elaborada de forma individual, no entanto não deve permanecer contida no próprio ser. A consciência é a fundação para o homem atuar na sociedade e somente por esse motivo não pertence ao indivíduo, mas sim a todos. O consumo de alimentos orgânicos, biodinâmicos e de produção responsável é ideal para fornecer nutrientes livres de xenobióticos. Eles carregam a força arquetípica e a vitalidade natural própria do alimento, importante nessa nutrição.    Assim, o alimento não será um entrave para o despertar das espiritualidades.Mas, sim um estímulo vivificado para o metabolismo ter seu funcionamento adequado e estar livre, fortalecido para a promoção do desenvolvimento que nos cabe. Leia também: Como melhorar a sua relação com a comida? A força do alimento no contexto da nutrição O alimento pode atrapalhar ou abrir portas libertadoras. Uma alimentação harmoniosa frente aos propósitos do homem promove as capacidades de pensar com clareza, sentir com compaixão e um atuar seguro e objetivo. Assim, a vida do homem deixa um legado legítimo e mais consciente para a terra e para as futuras gerações. Comer “qualquer coisa” é pensar “coisa alguma”. Explico: se não tiver uma atenção, cuidado e consciência com o que você come, pode passar o dia sem verdadeiramente sentir e pouco construir. Consulta com um profissional Como primeira tarefa para uma nutrição individualizada, o trabalho desenvolvido em consultório é de orientação e acompanhamento. Além de estimular o paciente no processo de tomada de consciência, em direção a uma alimentação adequada aos propósitos da vida, respeitando seu tempo e realidade. Para atingir um objetivo maior são necessários pequenos e importantes passos, legitimando as conquistas desse trilhar. O caminho da nutrição é um resgate das necessidades mais íntimas do ser, um movimento individual, mas que ressoa e replica suas benesses em todos à sua volta.

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Nutrição antroposófica

Conversa com a Renata S. Eisenmann: A nutrição e as doenças crônicas

Em minha experiência com a antroposofia aplicada na nutrição e farmacologia, posso afirmar que cada pessoa é um universo próprio, com as suas particularidades, desejos, história e necessidades. O tratamento de um paciente com doença crônica começa com o despertar da sua consciência em relação ao seu corpo e aos fatores que essa doença envolve e exige. Na antroposofia, entende-se que a nutrição fornece uma estrutura para esse despertar da consciência, promovendo uma vida mais harmoniosa e coerente, sintonizada com as necessidades do corpo físico e da alma. Quer saber de que forma a nutrição antroposófica proporciona essas ferramentas? Eu conto para você. A nutrição e a consciência   Partirei de um princípio que trago comigo: se alimentar é mais do que saciar a fome, é uma das formas de nutrir a alma. Esse princípio se estende ao contexto social, bem como espiritual e tudo o que nos cerca. Nutrir-se é também relacionar-se com o outro, ler livros, ouvir música e tudo mais que consumimos e colocamos para dentro do nosso universo particular. Cada pequena informação ou alimento que consumimos gera um impacto nesse universo, pode ser grande ou pequeno, harmonioso ou desestruturante. É por isso que nosso primeiro passo é em direção ao despertar da consciência. Estejamos atentos e presentes no agora. As mudanças que vão chegando acontecem de forma gradativa, não há milagre! Cada pessoa tem um tempo e ritmo particulares e isso precisa ser respeitado. É preciso ter paciência com quem ainda não chegou no momento de compreender a importância e a grandiosidade desse processo. “As pessoas descobriram que muitas moléstias da época moderna devem ser atribuídas ao estilo de vida atual, e se o homem quer tornar-se senhor do seu organismo, deve escolher conscientemente a sua alimentação”, segundo R. Steiner. Vamos falar sobre patologias? Apresentei a você um pouco sobre como é o acolhimento da nutrição antroposófica quando se trata de um paciente com doença crônica. Um dos pontos que chamo a atenção é a substituição de um alimento por outro alternativo, adequado à patologia, mas que não colabora para um despertar da consciência. Por exemplo, um diabético que não pode comer doces, parte para os adoçantes. Ou um celíaco que não pode comer glúten, substitui o pão de trigo por pães de outros farináceos. Agora, por que a simples substituição pode ser perigosa? Por não promover uma consciência das causas da patologia, sendo assim, as mudanças de estilo de vida que precisariam acontecer para o reequilíbrio desse sistema não acontecem! E pior, ficam mascaradas pela conveniência da substituição fácil de um alimento pelo outro. Chamo isso de “trocar seis por meia dúzia”, ou seja, não muda nada! Tratar o sintoma não é tratar a raiz da questão. Causas das doenças As causas das patologias podem estar relacionadas tanto a processos físicos e anímicos quanto cármicos. E a nutrição pode encaminhar, tratar os sintomas e auxiliar no equilíbrio anímico. Vale lembrar que a nutrição é fundamental e, diante dessa complexidade, o tratamento multidisciplinar com outras terapêuticas associadas é muito importante. Também precisamos prestar atenção na sistematização dos alimentos: o pão, o leite, a manteiga de todas as horas, assim como qualquer alimento que esteja presente diariamente mais de uma vez por dia. O corpo precisa de variabilidade de nutrientes ao longo da semana. Como conseguir um corpo saudável sendo alimentado sempre com as mesmas “coisas”?? Não tem problema um diabético comer um alimento com adoçante eventualmente, mas o que geralmente acontece é o “doce de todo o dia” com adoçante. Tamanha é a frequência da ingestão desse produto que ele se torna um malefício para o organismo. Haja fígado para metabolizar tanta química… Leia também: Renata S. Eisenmann: Especialista em Nutrição Antroposófica e Clínica Funcional Doenças Inflamatórias Intestinais (DII’s) Pacientes com DII’s, tem um prejuízo muito grande na absorção dos nutrientes por conta de um processo inflamatório constante que faz com que o intestino fique todo machucado e com cicatrizes, perdendo as suas vilosidades (regiões de absorção dos nutrientes no intestino). Como agir nessa situação? Alimentos como carnes vermelhas, açúcares e carboidratos simples aumentam a inflamação e o desconforto. Causam flatulência, dores abdominais e cólicas, resultando em processos de fermentação que impactam na microbiota intestinal. Por serem macromoléculas, o glúten e a caseína (proteína do leite), nesse caso, podem ser “inimigos ocultos”. Eles fermentam e machucam o intestino, causando ainda mais inflamações e cicatrizes, um processo de reparação irreversível. As patologias com intervenções medicamentosas Normalmente as doenças crônicas necessitam de terapias medicamentosas, muitas vezes de forma contínua. Para essas situações é preciso avaliar a bioquímica dos alimentos que podem interagir com os fármacos. A interação de certos alimentos com medicamentos específicos pode diminuir ou potencializar os efeitos do fármaco, alterando a posologia adequada. Portanto, é necessário elaborar uma estratégia alimentar que além de nutrir e tratar o paciente, também não cause interação com os medicamentos usados. Essa tríade, alimento + patologia + medicamento, deve andar de mãos dadas e ser ajustada sempre que necessário, para a segurança e bem-estar do paciente. Isso faz com que o alimento seja um remédio para o corpo e contribua para uma melhora e estabilização da doença. E quais são os próximos passos? Além da substituição necessária dos alimentos que podem prejudicar ou serem inadequados a cada caso, é preciso começar a trilhar novos caminhos de conscientização que envolvem novos hábitos alimentares. Assim como a procedência do alimento e suas formas de preparo, trazendo consciência de todo o processo, desde a escolha do que se coloca no prato, até os aspectos sociais e de sustentabilidade desse alimento. Aqui lanço mão de toda a minha experiência como profissional da nutrição e da visão antroposófica para orientar o paciente nessa nova jornada!

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Alimentação Saudável

Como melhorar a sua relação com a comida?

Você já pensou sobre a sua relação com a comida? Muito mais do que saciar a fome, o alimento nutre a vontade de agir para alcançar os objetivos da alma. Na antroposofia, o alimento também precisa estar em harmonia com o todo, integrando o macrocosmo (o mundo em suas dimensões materiais, espirituais e cósmicas) ao microcosmo (o ser humano, como um pequeno universo particular). E é justamente dessa coerência que precisamos! Os vegetais folhosos e frutos, por exemplo, são fontes ricas em propriedades luminosas, essencial para todas as manifestações da vida. Eles trazem a energia solar em seu interior, fortalecendo o corpo e revitalizando o metabolismo e o sistema rítmico (ligado ao coração e aos pulmões). Já os alimentos proteicos estão conectados com a nossa força aqui na terra. Isso porque nós somos constituídos por moléculas proteicas (aminoácidos) e tudo o que comemos passa por uma reformulação até se tornar uma proteína própria do nosso corpo. Mas como começar a ingerir mais esses alimentos e modificar alguns hábitos tão comuns na rotina? Confira as minhas sugestões a seguir: Como ter uma boa relação com a comida? Evite sistematizar a ingestão dos alimentos Uma das sugestões para ir gradativamente melhorando a sua relação com a comida e tornando-a algo positivo é evitar a sistematização. E o que isso quer dizer? Por exemplo, sabemos que incluir frutas e verduras nas refeições é muito importante, mas não é ideal escolher sempre os mesmos alimentos para todos os dias. A exemplo do tomate e alface, muito comuns nas mesas dos brasileiros. É essencial variar e explorar diferentes alimentos, como substituí-los por rúcula, pepino ou rabanete. Fique ligado na sazonalidade, que oferece variabilidade e uma melhor qualidade dos alimentos. Isso também vale para os produtos alimentícios que contém substâncias químicas agregadas, como os condimentos e realçadores de sabor, usados com frequência para conservar e “melhorar” o sabor da comida. Eles podem ser considerados como agentes agressores do nosso organismo, que precisará trabalhar dobrado para metabolizar e recuperar células danificadas. Esse é um processo que pode promover severas patologias como câncer, portanto reveja seus hábitos: o que você utiliza para preparar seus alimentos? Vá ao supermercado com foco e objetivo Outro ponto na relação com a comida que precisa de atenção é o supermercado. Você já se viu nessa situação: foi fazer as compras com fome e acabou pegando diversos itens que não estavam no planejamento para “beliscar” no caminho para casa? Ou deixou de fazer uma lista e comprou alimentos que não precisava? Fique tranquilo, isso é muito comum! Tenho uma sugestão: que tal planejar com antecedência o que você quer preparar como refeição ao longo da semana, montar uma lista e só então partir para as compras de fato? Essa prática pode parecer simples, mas ajuda muito a manter uma alimentação equilibrada e escolher os itens mais interessantes para compor o seu prato. Lembre-se de planejar as combinações, como o que vai acompanhar o peixe ou a carne, sem precisar ser sempre o famoso arroz e feijão, por exemplo. Essa boa relação com a comida e a ida ao supermercado também afetam diretamente o combate ao desperdício e evitam o consumo exagerado. Alimentos orgânicos e biodinâmicos Para termos uma boa relação com a comida é fundamental termos consciência daquilo que ingerimos e nos atentarmos à qualidade e procedência dos alimentos que colocamos no prato. Afinal são esses mesmos alimentos que, imbuídos de vitalidade, irão nos constituir e fornecer energia para agirmos no mundo. Nessa hora pensamos nos orgânicos e biodinâmicos, livres de agrotóxicos e substâncias químicas disruptoras do nosso sistema hormonal. Os Disruptores do sistema hormonal (Des – Disruptores Endócrinos) são constituintes exógenos de substâncias químicas que causam desordem hormonal, ou seja, substâncias químicas que interferem na saúde humana e no meio ambiente. Lembrando que os hormônios são substâncias químicas naturalmente produzidas por células do corpo que regulam nosso metabolismo. Os alimentos orgânicos e biodinâmicos minimizam esses interferentes de grande impacto sistêmico e neuronal no nosso corpo. Ademais, nossa relação com a saúde humana e o meio ambiente se torna mais leve, segura e harmônica entre nós e a natureza, entre o micro e macrocosmo, surgindo uma ressonância no atingimento aos nossos objetivos. Assim também acontece a nossa relação com a comida, a partir da nossa consciência e nossas ações entramos em harmonia com o que comemos. A agricultura biodinâmica é regida pelos ciclos da natureza e seus processos básicos são livres de pesticidas ou fertilizantes artificiais. O respeito pelo equilíbrio do ecossistema é soberano, como o cultivo diversificado de acordo com a sazonalidade e as necessidades da terra sendo supridas por insumos biotransformados da própria natureza. Com foco na sustentabilidade social, econômica e ambiental. Leia também: Checklist básico para uma alimentação saudável Alimentação e as crianças A relação com a comida começa desde criança. Na verdade, ela tem início antes mesmo de uma pessoa ser gerada. A forma como os pais se preparam para a chegada do filho, tanto em relação aos hábitos alimentares como outras práticas, influenciam diretamente na saúde da criança que está por vir. Por exemplo, sabe-se que pais com maus hábitos alimentares, ou até mesmo sociais, como a bebida e o fumo, contribuem para uma genética ruim para o feto. Outro ponto importante é acompanhar todas as fases de crescimento da criança, desde a gestação e nascimento até o aleitamento materno exclusivo e transição alimentar, para trabalhar a relação adequada com a comida por toda a sua vida. Mas isso é assunto para outro artigo, não é mesmo? A digestão e a relação com a comida Ao longo do texto falamos sobre a relação com a comida e como torná-la adequada e agradável. Reitero: preze por alimentos de qualidade, com boa procedência SEMPRE! Queira saber de onde vem os seus alimentos, quem os produz, como são produzidos. Seja curioso! Um alimento de má qualidade faz com que o corpo precise dispor de mais energia e tempo para fazer a digestão, ou seja, tornar o alimento ingerido em substâncias

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Alimentação Saudável

Alimentação para hipertensos: Entenda como a nutrição antroposófica age

Antes de falarmos sobre a alimentação para hipertensos, primeiro é importante entender o que é hipertensão. Ela é uma doença crônica não transmissível, caracterizada por uma tensão aumentada que impacta diretamente o coração. Uma pessoa hipertensa costuma tomar para si questões e dores, represando emoções, pensamentos e preocupações. Logo, toda essa carga vai adoecendo o corpo, se expressando como um desequilíbrio na pressão arterial sistêmica. A doença é entendida pela antroposofia como uma manifestação da desarmonia que um indivíduo vivencia, e que precisa ser olhada com muito carinho e atenção. Revisitar sua biografia é o primeiro passo para compreender, acolher e traçar novos caminhos que o levem a um processo de cura, ou seja, a um estado mais equilibrado. Nesse sentido, a nutrição antroposófica surge como base do tratamento de um hipertenso, por isso vamos desmembrar esse assunto a seguir: Sugestões para as mudanças de hábitos em pessoas hipertensas Estilo de vida Antes de começar de fato a mudar a alimentação para hipertensos, é essencial repensar alguns hábitos que compõem seu estilo de vida. É importante ter um ritmo para o dia a dia, trazendo segurança, estabilidade e paz interna, assim pode-se saber quais serão os próximos passos a serem dados. Esse cuidado proporciona um senso de prioridade e ajuda a manter o foco naquilo que é importante de forma tranquila, sem tencionar ou exceder as emoções. Hidratação adequada A água é um elemento fundamental para o bom funcionamento de diversas funções do nosso organismo, como controle da temperatura, equilíbrio da pressão sanguínea, manutenção do cérebro, intestino e o coração, entre tantas outras funções. Uma sugestão é fazer pequenas pausas ao longo do dia e lembrar sempre de beber água, sem levar as questões pessoais e preocupações para esse momento. Assim, é possível ter um tempo para simplesmente contemplar as pequenas coisas que muitas vezes não damos atenção e ver a natureza e a vida que existe em cada parte do dia. Movimento É essencial trazer mais movimento para a rotina. Com a prática de alguns exercícios é possível ter uma oxigenação melhor, além de um metabolismo mais ativo, que ajuda a eliminar o que o nosso corpo não precisa. Alimentação para hipertensos A alimentação para hipertensos demanda alguns cuidados, como: Tirar alimentos ultraprocessados, processados e desvitalizadores da rotina Isso porque eles são altamente inflamatórios, contam com uma grande quantidade de sódio e conservantes, e passam por tantas transformações que acabam desvitalizados e pobres. Dessa forma, não conseguem oferecer os nutrientes e vitaminas que nosso organismo tanto precisa. Alguns exemplos são o requeijão, bolachas recheadas e os famosos salgadinhos. Alimentação para hipertensos: É ideal evitar sódio, açúcar e gorduras em excesso É importante entender esses itens como “temperos” que agregam sabor ao alimento, mas que não devem ser usados em demasia. Na alimentação para hipertensos, esse é um ponto de atenção, até porque no final do dia acabamos consumindo muito sal, afinal o sódio está presente em todas as preparações, inclusive nos doces. Infusões são uma boa opção  Uma sugestão são as infusões herbais, como camomila, hortelã, erva-doce e capim santo, em especial durante a noite, para ajudar a relaxar depois de um longo dia. Mas lembre-se: o ideal é tomar a infusão sem adoçar e em uma temperatura não muito quente! Uma dica para saber a temperatura adequada é conseguir “abraçar” a xícara com as mãos sem sentir desconforto. Além da alimentação para hipertensos: faça uma reflexão antes de dormir Como comentei acima, um dos pontos que afligem a pessoa hipertensa são as preocupações ao longo do dia e questões que acabam não sendo bem resolvidas. Portanto, proponho a seguinte reflexão: De tudo o que você passou ao longo do dia, o que foi mais interessante? O que foi bacana, o que não foi tão legal? O que você fez ao longo do dia para impactar o outro? Isso ajuda a reconhecer pontos em que precisamos trabalhar e dar mais atenção, lidando melhor com as frustrações e com o outro, estabelecendo relações mais saudáveis. A antroposofia observa diversos aspectos e nuances da nossa vida, cada pequeno ponto que constitui quem somos. Leia também: A nutrição como prevenção da hipertensão Alimentação para hipertensos: como escolher os alimentos? Escolher os alimentos no mercado é o começo dos cuidados com a alimentação para hipertensos. Em relação às frutas, por exemplo, o ideal é optar pelas menos doces, como morango, pera ou cítricas, além das frutas típicas da época. Em contraponto, o hipertenso costuma ter problemas com constipação, nesse caso o mamão também é indicado, pois é uma fruta que funciona como laxante, além de ser boa para a digestão. Legumes e verduras Em relação às verduras e legumes, minha sugestão é dar preferência às verduras amargas e verde-escuras, cuidando do fígado e intestino. Isso porque a pessoa hipertensa pode ser biliosa, ou seja, costuma ter questões ligadas à raiva. Então, optar por rúcula, brócolis, couve-de-bruxelas, entre outras pode ser uma boa opção na alimentação para hipertensos. Mas, mesmo com todas essas sugestões, é primordial realizar um acompanhamento com um especialista. Apenas ele poderá determinar, dentro das suas necessidades e limitações, o que é ideal para o seu organismo! Doença x cura: como são vistas pela antroposofia? Como citamos acima, na antroposofia a doença é interpretada como um desajuste do nosso corpo, mente e espírito. Todos os tratamentos antroposóficos, sobretudo a nutrição, são realizados considerando a biografia do paciente e não somente a patologia que ele apresenta. Nesse momento, se apresenta a possibilidade de repensar nos caminhos da vida, no que realmente gosta e importa e entender qual parte está em desequilíbrio. Existem também algumas terapias complementares que atuam de forma positiva nessa jornada, como a homeopatia, terapia artística, euritmia, aromaterapia com óleos essenciais e florais que podem auxiliar na hipertensão e em muitas outras situações.  Compreende-se que o processo de cura está intimamente ligado com o acolhimento e entendimento da biografia. Isso pode não significar a cura da patologia, mas contribui para o descobrimento de quem a pessoa é, e isso

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Bem-Estar

Entrevista com Renata Eisenmann na Revista Farmacêutica

Os cuidados com a saúde precisam ser integrados: cada especialista tem um olhar diferente sobre a mente e o corpo. Juntos, ajudam a proporcionar um cuidado mais abrangente, atento e humano desde a prevenção até o tratamento de um paciente. Isso é algo que vem se transformando ao longo dos anos, observando cada vez mais o valor do trabalho com equipes interdisciplinares, em diversos âmbitos. Esse é o tema central do bate-papo comigo para a edição nº 138 da Revista Farmacêutica, publicada pelo Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo, ao lado de outras duas profissionais talentosas. Uma delas é a Dra. Diva Leonor Monteiro, médica especialista em Clínica Médica, com atuação nas áreas clínicas em pronto-socorro, UTI, enfermaria e ambulatório, e a outra profissional é a Dra. Heide Demura Leal, especialista em Oncologia e mestre em Ciências da Saúde. Esse trabalho em equipe é essencial justamente pela conexão entre as áreas, reunindo diferentes conhecimentos para um atendimento personalizado. No meu dia a dia, aplico meu repertório, adquirido em anos de estudo de antroposofia e nutrição, e agora com os estudos em farmácia. Cada uma dessas frentes compõe meu instrumental de trabalho, me proporcionando uma visão única, abrangente e holística para com meus pacientes. Trabalho do farmacêutico é essencial Esse é outro fator central da nossa conversa: o trabalho do farmacêutico e a importância que ele exerce nos cuidados com a saúde. Isso porque conhece, como ninguém, as propriedades e características dos medicamentos e seu desempenho em cada organismo, algo essencial: “A importância do farmacêutico no cuidado e recuperação do paciente fundamentalmente passa pela segurança que esse profissional pode nos oferecer enquanto conduta, seja ela medicamentosa ou nos suplementos usados num paciente mais complicado e polimedicado. É ele quem tem o conhecimento do processo da substância”, citei na ocasião. Leia também: Renata S. Eisenmann: Especialista em Nutrição Antroposófica e Clínica Funcional A participação dos farmacêuticos em casos de pacientes polimedicados com sobrecarga do sistema orgânico geral é imprescindível para auxiliar a regular a terapia medicamentosa, definindo a melhor estratégia para seguir. “Vi muitos pacientes piorarem com sintomas e sinais que não eram esperados para aquela doença e, hoje, depois de toda a visão que tive de treinamento com os farmacêuticos, sei que pode ser uma doença causada pelo medicamento. O sintoma não esperado pode vir de uma interação medicamentosa, de efeitos adversos, de toxicidade ou de inibição de alguns medicamentos por conta do metabolismo.”, disse a Dra. Diva Leonor Monteiro. Minha experiência profissional e pessoal Como comentei acima, não só entendo a essencialidade do trabalho do farmacêutico como uso as técnicas nos meus atendimentos, pois sou graduanda em Farmácia pelo Centro Universitário São Camilo. Isso me permite um olhar mais atento para os alimentos, mergulhando nos processos das substâncias. Assim, a farmácia atua como um fundamento importante possibilitando ter mais assertividade nas condutas de pacientes dependentes de medicamentos. Tudo isso sempre pautado pela antroposofia, que me fornece todas as ferramentas para entender a biografia de cada paciente, seus hábitos, costumes, características e particularidades. Foi na nutrição antroposófica que consegui unir todos os meus aprendizados e colocá-los em prática. Quer saber mais sobre o meu trabalho? Clique no botão abaixo!

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Alimentação Saudável

Checklist básico para uma alimentação saudável

Nós somos seres com biografias, contextos ambientais e sociais diferentes, portanto, com necessidades igualmente diferentes. Agora, como ter coerência entre o físico e o mental para que tenhamos uma alimentação saudável e um estilo de vida de acordo com nossos valores e princípios? Afinal, podemos ter uma boa higiene mental, mas se comermos fritura todos os dias no almoço, por exemplo, caminharemos em direção à incoerência. Não adianta termos cuidado com a mente e o espírito se o corpo não está na mesma sintonia. É preciso harmonia! O primeiro passo é saber por que mudar: há milhares de anos as pessoas vêm se adaptando ao meio em que estão inseridas. Mas, muitas dessas transformações acontecem como um processo evolutivo. Se você realmente refletir sobre os motivos pelos quais está em busca de um outro estilo de vida, priorizando sua saúde e bem-estar, as respostas vão ajudar a guiá-lo nesse novo desafio. E por onde começar? Cito abaixo 3 pilares de uma alimentação saudável pensando sempre no corpo e na mente. Eles conectam nossas necessidades fisiológicas com as espirituais, seguindo uma abordagem da nutrição antroposófica. 3 pilares para começar a ter uma alimentação saudável Antes de começar a colocar nosso checklist em prática, é importante consultar um profissional da saúde. Isso porque cada pessoa possui necessidades diferentes, como por exemplo, patologias que demandam cuidados especiais. Essas particularidades podem mudar completamente o uso e abordagem dos alimentos. Movimento Quando pensamos em alimentação saudável precisamos ir além. Afinal, somos o que comemos, e a forma como cuidamos do nosso corpo, mente e espírito, impacta diretamente na nossa saúde e qualidade de vida. Praticar atividades físicas com frequência ajuda a: Ingestão de água Provavelmente você já ouviu falar que nosso corpo é composto, em boa parte, de água. A falta dela afeta diretamente as nossas funções básicas, pois é a água que faz com que tudo funcione de acordo, como o óleo nas engrenagens de um motor. A água ajuda a desintoxicar nosso organismo, eliminando toxinas que ele mesmo produz, aumenta os processos metabólicos e melhora nossa oxigenação celular, além de diversos outros benefícios. Minha recomendação para ajudar a saber qual a quantidade ideal para o seu corpo é: fique com uma garrafa durante o dia e observe quantas vezes foi necessário enchê-la. É importante salientar que 2 pessoas com o mesmo tamanho e altura precisam ingerir quantidades diferentes de água. Isso porque são pessoas diferentes, com necessidades distintas. Por exemplo, se houver uma patologia envolvida, é preciso analisá-la e ver como a ingestão de água pode impactar no tratamento. Alimentação saudável e os ultraprocessados  Com uma rotina atribulada, muitas pessoas optam por fast-foods e os chamados ultraprocessados, como o cappuccino pronto e salgadinhos. Esses produtos alimentícios alteram o alimento de origem e costumam ter adição de conservantes, sal, açúcar, dentre outros. Além do aumento de calorias, que leva à obesidade, essas comidas podem estar ligadas a diversas outras patologias. Por isso, para começarmos o caminho em busca de uma alimentação saudável, encontrar alternativas para os processados e ultraprocessados é fundamental. Com esses 3 pilares, é possível sentir uma verdadeira transformação, a começar pelo aumento da energia para as atividades diárias, até prevenir doenças crônicas, como diabetes e hipertensão. Leia também: Qualidade de vida por meio da nutrição antroposófica Como aliar essas mudanças com o estilo de vida? Para começar a mudar os hábitos, é necessário ter dedicação, pois é uma transformação gradativa. Confira algumas recomendações que separei: Em quais alimentos devo apostar? Para ter uma alimentação saudável compatível com as necessidades do seu organismo, é essencial ter a ajuda de um especialista. Mas há alguns tipos considerados “indicados” em muitos casos, como: In natura ou minimamente processados para uma alimentação saudável Provém diretamente da origem animal ou vegetal, como ovo, leite, frutas, verduras e legumes. Além de milho, arroz, feijão, grão-de-bico, entre outros que fazem parte da nossa alimentação, mas que por vezes não ingerimos com frequência. Alimentos biodinâmicos  A agricultura biodinâmica segue os princípios antroposóficos. Os alimentos são cultivados pensando nas relações do homem com a terra e sua existência como um todo. Por isso, são livres de agrotóxicos e transgênicos, priorizando o natural, o que vem da terra. Comece também por realizar boas escolhas no mercado, observando as propriedades dos alimentos e seus benefícios para o organismo. Por onde começar a ter uma alimentação saudável? É importante entender que o alimento impacta todos os nossos sistemas. No caso do sistema neurossensorial, por exemplo, tudo o que comemos impacta de forma positiva ou negativa os órgãos que o compõem e o seu bom funcionamento. Para começar o processo de mudança para uma alimentação saudável, que tal substituir o clássico pão na chapa com café por uma batata-doce com azeite e ervas aromáticas ou um mingau de chia com leite vegetal e frutas da época? Ou fazer um lanche da manhã com um creme de abacate, que dará mais energia e manterá seu organismo funcionando de forma mais ativa? Há um longo caminho a percorrer, mas com os cuidados certos e um acompanhamento de um especialista, é possível mudar e muito. Conte comigo para isso! Clique no botão abaixo e me chame para uma conversa!

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Alimentação Saudável

Renata S. Eisenmann: Especialista em Nutrição Antroposófica e Clínica Funcional

Como profissional da nutrição, trabalho sempre com alimentos saudáveis e de boa procedência para a construção de uma vida equilibrada e saudável para o corpo, mente e espírito. Sou especialista em Nutrição Antroposófica e em Nutrição Clínica Funcional. Fui aprofundando meus conhecimentos ao decorrer dos anos com conteúdos que me permitiram perceber as sutilezas humanas e todo seu funcionamento fisiológico.   A nutrição antroposófica, funcional e alguns princípios A antroposofia traz como visão a complexidade da construção humana aplicada a todas as vertentes da ciência, passando pela medicina, pedagogia, artes, agricultura e sociologia até o estudo do espírito. Assim, para o desenvolvimento do atendimento e planejamento das orientações mais adequadas, há de ser considerado todos os aspectos que envolvem o indivíduo e seu contexto. Levo em consideração fatores fisiológicos, ambientais, hábitos, biografia, tipo de trabalho que exerce, seu contexto socioeconômico, saúde mental, seus objetivos e anseios na vida, entre outros. Para enriquecer os conceitos antroposóficos, fui em busca do conhecimento da Nutrição Clínica Funcional, que é a tradução do alimento em possibilidades. Estudando as substâncias e fatores que ativam ou silenciam gatilhos genéticos, podemos modular expressões gênicas. Isso ainda que exista predisposição para o desencadeamento de determinadas patologias, além de tratar doenças pré-existentes com maior propriedade. Também me respaldo nos conhecimentos da Farmácia, mergulhando no mundo dos processos das substâncias. Com isso, tenho mais assertividade na conduta com pacientes polimedicados e/ou dependentes de medicamentos em suas condições atuais. Leia também: O que é Nutrição Funcional? Atendimento personalizado Somos o que comemos, então… quem é você? Está pronto para transformar sua vida? Trabalho com 3 modalidades de atendimento: consulta individual, consulta familiar e a consulta por indicação médica. Consulta individual Na consulta individual trabalharemos seus hábitos a fim de sanarmos suas necessidades tanto alimentares quanto nutricionais. Você aprenderá o que te faz bem e o que é bom evitar, e o PORQUÊ aquele determinado alimento traz ou não benefícios para você. Em muitos casos, faz parte do tratamento um processo de reeducação alimentar. Calma, você não estará sozinho! Acompanharei você por todo o caminho, orientando e ensinando a fazer boas escolhas e a consumir alimentos que trazem benefícios e que também te apeteçam. Há sempre uma alternativa para tudo! Precisamos de disposição, abertura para o novo e alegria para que esse processo tenha muito sucesso. No final das contas, você transformará a sua relação com a comida e dará um novo sentido à alimentação. Consulta familiar Na consulta familiar, o atendimento é para aqueles que sabem que compartilhar os momentos das refeições vai além da alimentação e prezam pela qualidade de vida de toda a família. Por isso, visitar a cozinha, abrir armários e geladeira, conhecer os hábitos da família, é fundamental para o desenvolvimento de um tratamento eficaz que integre a necessidade de todos da família. Nessa modalidade, é ideal que todos os participantes estejam dispostos e abertos a trilharem novos rumos através da alimentação em conjunto, ainda que tenham alguns rebeldes na família! Consulta por indicação médica A consulta por indicação médica se assemelha à consulta individual em sua metodologia, acolhimento e preceitos antroposóficos. Porém, traz o benefício da multidisciplinariedade, onde médico e nutricionista formam uma pequena equipe voltada às questões patológicas já existentes do paciente, integrando os tratamentos. Em todas as modalidades de atendimento, você terá acompanhamento periódico com orientações nutricionais feitas exclusivamente para você. Além de dieta e/ou cardápio se necessário, receitas, materiais e orientações para mudança de hábitos e um estilo de vida mais harmonioso. A nutrição funcional e a nutrição antroposófica fazem sentido para você? Chegou a hora de dar o primeiro passo rumo a uma vida mais saudável e harmoniosa! Agende sua consulta!

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