Alimentação Funcional: Conheça os benefícios

por | out 20, 2020 | Bem-Estar

A alimentação funcional já é rotina de muitas pessoas que buscam por uma vida saudável. Esse tipo de alimentação faz parte de um estilo de vida e tem atraído centenas de adeptos não só no Brasil, mas em todo o mundo.

De acordo com a Euromonitor, consultoria especializada em pesquisas de mercado, o Brasil é o 4º colocado em consumo de alimentos funcionais no ranking mundial e movimenta US$ 35 bilhões por ano.

Mas você conhece a alimentação funcional e os benefícios que ela proporciona?

O que é Alimentação Funcional?

A alimentação funcional é composta por um grupo de alimentos ou ingredientes que comprovadamente contêm propriedades que podem modular situações quando ingeridos de forma recorrente, a fim de garantir a manutenção do bom funcionamento do corpo e atuar na prevenção de doenças.

Ou seja, essa alimentação é uma forma de reduzir riscos de doenças crônicas, degenerativas e alguns tipos de câncer.

Essas propriedades funcionais  podem ser encontradas nas frutas, legumes, verduras, chás, cereais, soja e seus derivados, brotos,  entre outros.

Mas, para alcançar seu objetivo, você deve contar com a supervisão de um nutricionista. Somente esse profissional poderá montar um cardápio com base nos alimentos funcionais mais adequados para seu perfil , gostos e tendências genéticas.

Isso porque um determinado alimento pode trazer tanto benefícios quanto malefícios para a sua saúde, dependendo de uma série de fatores. Logo, não é possível direcionar quantidades genéricas, como uma receita de bolo, para as pessoas. É importante entender todas as suas características antes, com uma visão integrativa do paciente (espiritual, emocional e mental).

Os 3 principais benefícios funcionais para a saúde

  • Aumento da imunidade;
  • Melhora da flora intestinal;
  • Redução nos riscos para DCNT (Doencas crônicas não trasmissíveis)

Dicas de alimentos funcionais

Existem muitos alimentos considerados funcionais pela Anvisa, mas separei alguns que são mais fáceis de adicionar à rotina alimentar.

Lembrando que é importante considerar uma teia de interconexões metabólicas, evolvendo digestão, hormônios, fatores imunológicos, metabolismo energético, entre outros:

Peixes

Componente ativo: ácidos graxos ômega-3. Benefícios: reduz o nível de colesterol  de baixa densidade, o que chamamos de ruim (LDL) e tem ação anti-inflamatória.

Derivados fermentados da Soja

Composto ativo: isoflavona de soja  ou fitoestrogenos. Benefícios: o principal deles é o controle hormonal.

Tomate

Componente ativo: licopeno. Benefícios: potente antioxidante, reduz os níveis de colesterol e as chances de desenvolvimento de cânceres específicos, como o de cólon, reto, mama e sobretudo o câncer de próstata

Azeite de oliva extra virgem

Componente ativo: Ácido oleico (ômega 9). Benefícios: estimula o sistema imunológico, tem ação anti-inflamatória e reduz o risco de doenças cardiovasculares. 

No começo, pode ser que seja difícil trocar alimentos industrializados por alternativas mais saudáveis, mas depois isso se torna um hábito prazeroso. Vale dar preferência para os alimentos da estação, que possuem menos agrotóxico e um gosto mais marcante. Além disso, indico optar por produtos orgânicos, que costumam advir de pequenos produtores. 

Cardápio

Cada individuo necessita de um cardápio diferente. Isso porque uma pessoa tem suas preferências e gostos, bem como personalidade, biografia e particularidades únicas do contexto em que está inserida. Logo, o nutricionista é capaz de indicar os alimentos mais apropriados, bem como quantidade e frequência.

Por fim, reforço que o consumo de alimentos funcionais não exclui a necessidade de realizar visitas regulares ao nutricionista, nem substitui a necessidade do uso de medicamentos prescritos para tratar alguma patologia.

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